André Mendonça está chamando Moraes para um duelo?
Qual é o verdadeiro tamanho de André Mendonça, que decidiu cutucar Alexandre de Moraes nessa quinta-feira, em palestra na OAB do Rio, com essa frase? “O papel de bom juiz não é ser estrela”.
Mendonça, relator dos casos do INSS e do Banco Master, é o novo herói da velha direita brasileira. Já era, desde sua escolha, o juiz guru do bolsonarismo.
Mas até onde poderá ir como magistrado poderoso, se não tem histórico de atuação no sistema de Justiça? Mendonça tem canivete para brigar pela vitrine com Moraes?
O ministro que mandou generais para a cadeia estaria tão fraco a ponto de ser confrontado com o poder do novato terrivelmente evangélico?
Mendonça ganha capa dos jornalões todos os dias e ganhou mais uma vez por causa dessa frase no evento da OAB, quando foi aplaudido em cena aberta, principalmente quando disse que não quer ser estrela e que julga com a proteção de Deus:
“O papel de bom juiz não é ser estrela, é simplesmente assumir a responsabilidade e julgar. E, como eu sou cristão, pedindo a Deus que julgue de forma certa, reconhecendo que não somos perfeitos”.
No mesmo dia em que Deus estava no Rio com Mendonça, o jornal The New York Times estampou na capa o seguinte:
“Hegseth invoca o propósito divino para justificar o poderio militar. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, atribuiu às ações militares dos EUA uma base moral cristã que sugere que elas são sancionadas por Deus”.
O NYT publicou essas frases de Hegseth:
“Nossas capacidades são melhores. Nossa vontade é maior. Nossas tropas são melhores. A providência de nosso Deus todo poderoso está lá, protegendo essas tropas, e estamos comprometidos com essa missão”.
Deus está por toda parte, ajudando a julgar, a guerrear e a bater pênalti. Qual será o Deus de Moraes nessa briga sugerida por Mendonça?
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GROSSERIA
O tratamento desrespeitoso de Vera Magalhães com o ministro Fernando Haddad, que lançou a pré-candidatura ao governo de São Paulo e não merece tanta grosseria de quem trata a extrema direita com delicadeza:
“Em nome do ‘pai’: Haddad e as missões espinhosas de Lula”.
Haddad vai de fato para uma guerra contra o fascismo. Mas em nome do pai? Que história é essa? Que jornalismo rasteiro é esse?

“Nunca antes na história deste país” foi tão necessária a união das esquerdas contra o fascismo Tabajara.