AS CRIANÇAS E AS CELEBRIDADES

O setor materno-infantil do Hospital São Lucas da PUC, de Porto Alegre, está sob ameaça de fechamento. É o que dizem professores e estudantes, a partir de sinais da direção que emite notas vagas que não dizem nada.
Parece absurdo, mas pode ser apenas uma questão de prioridade nesses tempos sombrios.
A PUC não teria como manter um serviço dedicado às gestantes e às crianças, mas tem como contratar para as aulas de economia o comentarista performático-enrolativo Ricardo Amorim, da turma do Manhattan Connection, entte outros astros, ou não é nada disso?
A PUC não consegue dar conta de um serviço essencial para a população e decisivo para professores e estudantes de Medicina, enquanto faz marketing e contrata bacanas do mundo do reacionarismo mágico?
A PUC virou uma universidade de celebridades líquidas (ou gasosas), uma corporação com prioridade absoluta para a busca de resultados?

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