Veja o que o robô faria no ‘powerpoint’ de Andréia Sadi
O episódio mais grotesco e famoso envolvendo Deltan Dallagnol foi a apresentação do powerpoint em que o ex-procurador colocava Lula, sem provas, no centro de uma estrutura criminosa. Aconteceu em setembro de 2016.
Dallagnol, processado por Lula e obrigado a pagar uma indenização de R$ 147 mil por causa da sua obra gráfica, ficou como o cara do powerpoint difamador. O esquema gráfico mentiroso, colegial e amador, com bolinhas azuis, que Dallagnol mandou fazer, virou a cara da Lava-Jato.
A pergunta agora é: Andréia Sadi pode ficar tão famosa quanto Dallagnol pelo powerpoint que apresentou na GloboNews, em que, ao mostrar “as conexões de Daniel Vorcaro”, Lula aparece ao alto e o quadro mostra até uma estrela do PT?
O powerpoint da Globo vem sem Bolsonaro, sem Tarcísio de Freitas (que receberam dinheiro de Vorcaro), sem Roberto Campos Neto, sem dois diretores do Banco Central de Bolsonaro comprovadamente envolvidos na máfia do Master, sem os figurões do centrão e sem a própria Globo, patrocinada por Vorcaro.
Quem fez o powerpoint de Andréia Sadi, que, numa comparação com o de Dallagnol, é ainda mais precário e infantil? Quem do departamento de arte da Globo cometeu aquela obra, que sugere o modelo antigo de painéis de delegacia de polícia com um ‘organograma’ sem pé nem cabeça com fotos e nomes de ‘envolvidos’ em crime presumidos?
Eu fiz duas perguntas ao Gemini, a Inteligência Artificial do Google. Até a máquina sabe que a jornalista fez uma manipulação grosseira de informações sem provas e sem amarração nenhuma. O Gemini tiraria Lula e colocaria Campos Neto.
Abaixo, as perguntas e as respostas.
1. Você colocaria num powerpoint o presidente Lula entre os implicados com o Caso Master?
“Com base nas informações atuais (março de 2026), a inclusão do presidente Lula como um implicado direto (ou seja, como investigado ou réu) no Caso Master não é sustentada pelos fatos das investigações em curso.
O presidente tem se posicionado publicamente como alguém que cobra a apuração do caso, referindo-se aos envolvidos como “magnatas da corrupção”. Ele utilizou o escândalo para criticar a gestão anterior e a falta de supervisão do sistema financeiro.
Portanto, colocar Lula como um dos “implicados” em um PowerPoint informativo seria factualmente incorreto perante o estágio atual das investigações, que o posicionam mais no papel de autoridade política que acompanha e comenta o desdobramento do caso”.
2. Você colocaria o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto no powerpoint?
“Diferente do caso do presidente Lula, o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto tem um papel central nas narrativas e investigações sobre o Caso Master, sendo frequentemente incluído em apresentações e debates sobre o tema em março de 2026.
Se você estiver montando um PowerPoint, ele apareceria sob a ótica da omissão ou falha de fiscalização, e não necessariamente como um “réu confesso” de fraude direta. Aqui estão os pontos para estruturar sua presença:
Omissão na Fiscalização: Relatórios indicam que o Banco Central sob sua gestão teria recebido alertas (inclusive do FGC) sobre problemas de liquidez e estratégias de risco do Banco Master, mas evitou intervenções drásticas.
“Ovo da Serpente”: O presidente Lula e seus aliados utilizam este termo para descrever a gestão de Campos Neto, alegando que ele permitiu o crescimento da fraude ao não agir.
Pedidos de investigação: Existem pedidos formais na PGR e na Polícia Federal, como os apresentados pelo deputado Lindbergh Farias, para apurar se sua conduta foi prevaricação ou apenas uma escolha de política monetária.
Defesa de Campos Neto: Em sua defesa, ele argumenta que o Caso Master não trazia risco sistêmico ao setor financeiro e que as medidas tomadas à época (como ultimatos de governança) seguiam os ritos padrões do BC”.
Um detalhe importante: o robô do Google define a obra mostrada na GloboNews como “o powerpoint de Andréia Sadi”.
(Peço desculpas, mas não irei reproduzir aqui o powerpoint difamador, que até Carluxo teria vergonha de publicar.)

Moisés do céu! Você é muito ingênuo, cara!
Se o Deltan Dallagnol ou alguém da direita fizer a pergunta sobre o Lula e o Campos Neto, as respostas serão opostas às suas! O Google capta o que você publica e pesquisa a partir do Chrome, do Gmail, Meet, Drive (se você baixa arquivos lá) e lhe oferece uma resposta personalizada.
Rapaz! E você ainda acredita que está abafando, “apavorando” como se diz em São Paulo!
Meu Deus do céu! Meu Deus!
Moisés do céu! No texto anterior você disse que o item que está em primeiro na pesquisa não está em primeiro; disse que o item que está em segundo é que é o primeiro. E agora vem com uma pesquisa totalmente personalizada, achando que a IA fala a verdade absoluta.
Olha, assim não dá mais para mim. Até eu que sou burro não digo tanta besteira.
Não dá mais para mim, chega.
O Deltan Dallagnol caiu no ostracismo, coitado: o canal dele no YouTube tá “só” com 1.630.000 (um milhão, seiscentos e trinta mil inscritos), a caminho dos dois milhões. Tadinho do Deltan.
Como diria o Golpista Condenado, a Andreia sadi disputa com a malu gaspar quem dá mais furo.
Não falha uma, não é, Nandinho? Sempre que surge uma brecha, lá vem defesa de teus bandidos de estimação. Assim como finges não ver malandragem e má-fé nos textos seletivos de Malu Gaspar e nem no criminoso PowerPoint exibido pela Andréia Sadi, também fazes vista grossa aos crimes e às artimanhas desse hipócrita traidor da pátria a serviço dos EUA, que até hoje continua impune e posa de falso evangélico.
O Deltan Dallagnol em questão é aquele procurador tido por muitos anos como chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato e herói nacional? Força-tarefa que, conforme foi comprovado posteriormente, com a divulgação da troca de mensagens entre seus procuradores, era na verdade comandada pelo juiz Sergio Moro, que também participava das trocas de informações com os membros do grupo.
Seria esse tal Dallagnol aquele mesmo procurador que diante de uma inevitável demissão com os avanços de 15 processos administrativos que investigavam suas condutas criminosas, pediu exoneração para se eleger deputado federal? E que por conta de ter usado esse estratagema foi depois cassado?
Basta uma busca na internet para confirmar que ainda na função de procurador, alguém que atendia pelo mesmo nome também aproveitou a onda de sucesso da operação que supostamente comandava para ganhar dinheiro e montou uma empresa responsável pelas inúmeras palestras que passou a ministrar país afora tendo a corrupção como principal tema. O pobre e incansável ‘servidor da Justiça’ achava que merecia mais compensações por tamanho empenho como ‘caçador de corruptos’ e não viu nenhum problema em adquirir dois imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida, planejado para famílias de baixa renda, porém, de acordo com sua insuspeita avaliação, igualmente para premiar o mérito de alguns servidores públicos.
Mas o principal ‘atributo’ desse ex-procurador e ex-deputado também foi revelado pelos vazamentos do hacker Walter Delgatti Neto e sua ‘Vaza Jato’ quando diálogos trocados entre o procurador e autoridades estadunidenses mostraram a intenção de desvio da ‘módica’ quantia de R$ 2,5 bilhões pertencentes à União para uma fundação privada que seria criada e gerida por ele e pelo então juiz Sergio Moro.
Será, Nandinho, esse o mesmo Deltan Dallagnol que pouco tempo atrás numa demonstração de seu fanatismo religioso de extrema direita caiu prostrado de joelhos durante o evento gospel The Send curitibano para exigir, sem pejo algum, punição dos céus aos corruptos?
Como bem sabemos também das malandragens desses ‘fenômenos da internet’ para inflar seus números e puxar brasas para suas sardinhas, Nandinho, não achas que para alguém que já foi visto como herói nacional e teve mais de 300 mil votos em um único estado, ter pouco mais de 1,6 milhão de inscritos em seu canal muito aquém da real capacidade desse prodigioso lacaio e representante dos interesses de Tio Sam?
A ‘capivara’ do sujeito é bem mais extensa e não tenho dúvida de que só não caiu no completo ostracismo porque continua impune de todos os crimes praticados durante a operação fajuta que ao longo de sete anos de perseguição ao principal líder político do Brasil, virou sua vida e a de seus familiares do avesso e, após nada encontrar, vergonhosa e criminosamente o condenou por ‘ato de ofício indeterminado’.