Bacanas do bolsonarismo fogem de Nikolas Ferreira

Não havia nenhum peregrino de grande porte da extrema direita na caminhada de Nikolas Ferreira, nem na festa da recepção em Brasília, onde caiu o raio que feriu os manifestantes.

Disseram que Malafaia estaria lá na cena do raio. Mas o pastor não tem mandato, não tem liderança política formal, está em briga com alas da família e já desacatou Flávio Bolsonaro. E também Malafaia saltou fora e não foi.

Michelle mandou uma mensagem aos caminhantes, via redes sociais, para dizer que aquele era “um evento pacífico, ordeiro, conduzido por Deus”. Mas ela também não estava lá quando, logo depois, caiu o raio.

Ninguém do primeiro time se arriscou a embarcar na arca de Nikolas. Porque até o estagiário de pequenas práticas da extrema direita moderada no gabinete de Tarcísio de Freitas sabe que aquilo poderia ser um Titanic com Magno Malta na proa e Zé Trovão na popa.

Michelle não poderia se arriscar. É muito para quem já foi ao Supremo dizer que é da ala boazinha do bolsonarismo. Pediu pelo marido, fez um relato que os colunistas dos jornalões elogiaram e passou a ser vista como negociadora.

Tarcísio, que já foi considerado interlocutor de primeira linha do STF, chamou Alexandre de Moraes de tirano e ditador, perdeu pontos com os ministros, foi encostado num canto por Bolsonaro e hoje nãos sabe direito se mia ou se rosna.

Todos os que ainda estabelecem algum tipo de interlocução fora do fascismo não teriam nada a ganhar com a caminhada. Ele faz o serviço sujo, enquanto Michelle e Tarcísio fazem o serviço fofo.

A marcha manteve o bolsonarismo raiz acordado e deixou claro que assim continuará funcionando a extrema direita sem Bolsonaro. A caminhada deu uma injeção de óleo canforado na turma que andava meio sem força, depois da prisão do líder e das desavenças internas, mas ainda não reparou um constrangimento.

A extrema direita não cumpriu com a promessa de que haveria um levante se Bolsonaro fosse preso. Bolsonaro é presidiário, está fragilizado mental e fisicamente e nada aconteceu que expressasse o tamanho da indignação do bolsonarismo.

Esse é o problema deles hoje, no centro e nos extremos do bolsonarismo. Como calibrar a postura das suas muitas facções, em meio a brigas que se alastram pelo espólio do chefe preso.

Ninguém dos grandões chegou muito perto de Nikolas na caminhada, além de nomes do segundo e terceiro times e das fiéis lavadoras de pés, e é improvável que qualquer liderança pense em radicalizar falas e ações na jornada até a eleição.

Nikolas foi empurrado para tarefas que pode cumprir, por suas limitações intelectuais e sua liderança de guerrilheiro das redes do bolsonarismo. É um espalhador de fake news, que grita palavras de ordem básicas que a base quer ouvir. E se dispõe a ficar à espera de todo tipo de tempestade.

Essa é sua missão entre os grupos que se digladiam. Dizer ao bolsonarismo que o espírito de Bolsonaro está vivo e que não há chance para moderação. Enquanto Michelle, Tarcísio e outros cumprem as tarefas institucionais.

Michelle, Tarcísio, Sóstenes (que anda retirado) e Flávio (que viajou) não enfiaram a mão na cumbuca de Paracatu. Nenhum deles quis ir à cidade mineira e voltar a Brasília com bolhas nos pés e muito menos tirar foto na chuvarada ao lado de Nikolas.

Nesse momento, não dá pra ficar perto de quem atrai raios. Carluxo apareceu, mas Carluxo faz qualquer negócio e sobe, se for preciso e Deus mandar, até o pico mais alto da Serra da Mantiqueira com Valdemar Costa Neto e seus legendários.

Eduardo (que citou Deus duas vezes no vídeo dirigido a Nikolas) e Flávio enviaram mensagens de apoio, e não se sabe de nada, nem de um abraço que tenha sido enviado por Tarcísio.

O governador é do grupo mais cuidadoso, que se dedica aos protocolos de ano de eleição e não vai se expor em ambientes com raios e trovões. O bolsonarismo está fazendo o que nunca fez, desde a campanha de Bolsonaro em 2018.

Dividiram grupos e tarefas, com atribuições às várias facções, e alguns deles só saem de casa com tempo bom. E Michelle e Tarcísio só saem de sombrinha.

7 thoughts on “Bacanas do bolsonarismo fogem de Nikolas Ferreira

  1. Xiiiiiiiiii O que aconteceu ? O lulista Wagner Moura, mamador de dinheiro público do brasileiro pagador de impostos, não foi indicado para melhor ator no BAFTA (o Oscar britânico) ? Deu ruim, hein ? Sem contar que vai levar uma SURRA histórica do Timothee Chalamet no OSCAR. O garotão franco-americano, atual queridinho da América, já papou esse OSCAR facinho, facinho. Vai ser impagável a cara de BUNDA do Wagner Moura quando ouvir “The OSCAR goes to Timothee Chalamet”. Não perco essa cerimônia por nada deste mundo.

    1. kkkkkkkkkkkk DE ilusão também se vive. E sonhar não paga imposto. Quem paga imposto somos nós, brasileiros, para sustentar a ostentação da Janja e a farra dos artistas lulistas da ROUANET e da ANCINE. Os quatro cheques de 25 mil reais da “Micheque”, que vcs adoram mencionar, não dá 0,5 % (meio por cento) dos MILHÕES de REAIS que a Janja já torrou no cartão corporativo, com bolsas, sapatos, vestidos de grife, hospedagem em hotéis de luxo e restaurantes estrelados do Guia Michelin.

    2. O Wagner Moura e a Fernanda Torres são oportunistas e pegam a onda que aparecer. A Fernanda Torres tinha coluna na Folha e atacava os governos petistas sem dó. Moura fez um filme com um diretor direitista, o José Padilha, sobre um policial meio fascista, baseado num livro de um PM do Bope.

      Até aí, tudo bem, tudo certo. O que eu fico abismado é em como os petistas compram gato por lebre sem questionar, como se esse artistas fossem petistas fanáticos ou revolucionários leninistas só porque fizeram filmes de enredos que se passam no contexto da ditadura.

      É ridículo! O Wagner Moura foi herói dos protofascistas na época do Tropa de Elite, hoje é o herói do Gerson e do Moisés. O cara só pensa em ganhar dinheiro e está cagando para o Brasil. E Fernanda Torres estava desfilando para a Chanel, cagando para os problemas do bostil.

      Sorte a deles, azar dos idiotas.

      1. Mané, um direitista como o Padilha filmou um tropa de elite II que a gente assiste hoje como se fosse noticiário do Jornal da Cultura. E o coronel Nascimento vira antítese do capitão Nascimento. Tanto que no final do filme o paladino dos diteitos humanos é o instrumento escolhido para afrontar o status quo.

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