BAGACEIRADA EMBARCADA

Uma cena bizarra ontem à noite na ‘orla’ de Porto Alegre, pouco antes da meia-noite. Os irmãos Ramil cantam e tocam no palco à beira do Guaíba e o povo dança no chão.
A música boa, o ventinho depois da chuva, a promessa de que os fogos não fariam barulho.
Nas águas, uns 30 barcos, a maioria esses lanchões brancos, alguns iates enormes.
E de repente a música dos Ramil some, abafada pelo pancadão que sai de um dos lanchões de bacanas que se aproximaram. O som estremecia o Gasômetro.
E assim foi por um bom tempo. O pancadão, a poucos metros do palco, competindo com o canto suave e gostoso dos caras de Pelotas.
Quem eram? O que pensam? Quais são os limites dessas turmas (eles sempre andam em bando) que afrontam a arte e o direito à diversão com a brutalidade de um som ruim e fora do lugar?
A chinelagem ostentação fica potente em tempos bolsonaristas.

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