Bolsonaro e Trump gostam de humilhar generais

Bolsonaro humilhou o alto comando do Exército, quando desafiou seus chefes a expedirem uma ordem para que ele fosse expulso das Forças Armadas, depois de condenação pela Justiça Militar de primeira instância.

Não houve ordem porque não houve condenação no Superior Tribunal Militar. Os militares se acovardaram, promoveram o tenente a capitão e o encostaram num canto. Condená-lo tinha um alto custo político. Eles temiam o tenente Bolsonaro. Era melhor mandá-lo embora.

Bolsonaro foi transformado em militar reformado, porque a Justiça Militar pensou bem e achou melhor não condená-lo por ter planejado, em 1987, atentados a bomba em quartéis.

Ele negou o plano, porque nenhum terrorista assume o que iria fazer e não deu certo, mas a revista Veja provou que ele era um dos autores da ideia.

Não importa repetir aqui que Bolsonaro não chegou a ser preso por causa desse plano. O que importa é reafirmar que o plano existiu e que ele, mesmo que negue, era um dos seus autores.

Foi assim que Bolsonaro humilhou os generais ao mandar o aviso: me condenem se tiverem coragem. O STM se encolheu.

E Bolsonaro voltou a humilhá-los ao atrair parte dos que estavam no seu entorno, dentro do governo, para o golpe fracassado contra Lula.

Bolsonaro humilhou todos os que não aderiram ao plano. O chefe da organização criminosa pisoteou na instituição Forças Armadas.

Trump também odeia militares, que não o apoiaram quando ele determinou que uma turba invadisse o Capitólio em janeiro de 2021.

Odeia tanto que determinou ao seu secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que fizesse o que fez hoje numa reunião com 800 oficiais de alta patente, convocados para que ficassem sabendo que a ideologia do trumpismo deve ser cultuada entre eles.

Trump ordenou que o fascista que o auxilia dissesse que os generais são gordos demais para enfrentar uma guerra. Não são incompetentes, são gordos:

“É completamente inaceitável ver generais e almirantes gordos nos corredores do Pentágono. A era da aparência pouco profissional acabou. Chega de barbas”.

Barbudos, mulheres, trans e todos os que são considerados ‘desleixados’ e estranhos ao meio militar devem pedir pra sair.

O próprio Trump disse no encontro:

“Se você não gosta do que estou dizendo, pode sair da sala. É claro, lá se vai sua patente, lá se vai seu futuro. Mérito, tudo se baseia no mérito”.

Bolsonaro e Trump desqualificaram as Forças Armadas. O primeiro pelo menos conseguiu chamar para o golpe um grupo de medíocres que nem golpe sabiam aplicar.

Mas Trump poderá, mais adiante, pagar o preço de ter humilhado uma das instituições que os americanos mais respeitam, por terem a imagem conectada a guerras e à defesa da pátria e da democracia, mesmo que sempre como farsa.

Os generais magros do Brasil já se vingaram de Bolsonaro, e alguns o expuseram como golpista. Os generais gordos dos Estados Unidos podem estar preparando, como vingança, uma guerra interna que os americanos nunca viram.

6 thoughts on “Bolsonaro e Trump gostam de humilhar generais

  1. “Informei a Janaína que havia feito uma foto dela, mas não perguntei mais nada. Não quis saber se gostava do livro, se admirava Sonia Bridi, se acha que o mundo vai acabar.”

    Ué, por que você não perguntou mais nada, Moisés?

    1. Por que pessoas em situação de rua são apenas abstrações para teses de petistas?

    2. Por que ela poderia dizer que a COP já é um desastre?

    3. Por que poderia te pedir um pix?

    4. Por que ela não merece ser notícia?

    5..Por que ela estava suja?

    Por que, Moisés? Diga.

  2. Sirvam nossas façanhas…..
    Estranho ninguem comentar a lei da mordaça sugerida pelo deputado fotógrafo facistao zucco, na qual proibe artistas de terem opinioes politicas, librdade de opiniao sómente a favor da direita facista o resto mordaça neles, viva o candidato dos milicianos.

  3. Guinho, boneco fascistinha e hipócrita, se eu aventar uma única hipótese para que o Moisés não tenha feito mais perguntas à mulher que mereceu essa crônica dele no Extra você jura que vai se esforçar para entender? Por acaso, a foto e o texto sobre Janaína e seu hábito de leitura já não a tornam notícia ao mesmo tempo em que revelam a sensibilidade do blogueiro?

    Quando Nandinho, seu ventríloquo fascistão, postou o comentário torpe em que fazia troça dos octogenários Gil, Caetano e Chico pela participação no ato do Rio em defesa da democracia e da soberania nacionais, você, como todo bom fantoche, fez um comentário de apoio, sem qualquer linha crítica ao etarismo inescrupuloso.

    As tuas perguntas endereçadas ao blogueiro reforçam minha suspeita de que projetas no Moisés o teu próprio recalque por não pertencer a nenhuma fração da esquerda. E que na verdade, lá no fundo do fundo, onde só aquele analista amigo de Belchior consegue penetrar, és tu quem realmente sonha em escrever na tua amada e farsesca Folha..

    1. A militância deixou você meio … militonto, Neri. O petismo é o bolsonarismo de vermelho, e só. A cretinice e o fanatismo são iguais.

      Só mesmo nessa sua cabeçorra de militonto a palavra “octogenários” é interpretada pejorativamente. E foi o que você fez com o meu comentário, que não tinha nada de pejorativo, mas ironizava os sonhos (ou seriam delírios?) do Moisés numa luta contra os moinhos de vento do fascismo.

      O Moisés nem se aproximou da mulher porque, para o petismo, pobre só aparece em teses sobre pobreza. E ainda escreve com orgulho “eu não quis saber”, com um tom choroso, tentando dar poeticidade ao fato de ter ficado distante da mulher.

      O Moisés jamais pisou numa favela. Nesse sentido, aquelas dondocas velhas de Moema são mais originais, pois não escondem preconceitos.

      E vai lá tomar sua vodka com metanol.

      O Brasil é um país imundo! Deus salve o King Charles e a alma da nossa bondosa e querida mãezinha, Queen Elizabeth.

      E vou torcer para o Marrocos na Copa!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Website Protected by Spam Master


1 + 9 =