BOLSONARO EMPURRA OS TRABALHADORES INFORMAIS PARA A MORTE

Bolsonaro avisou que vai defender daqui a pouco, em fala pela TV, que os trabalhadores informais devem voltar às ruas. Talvez seja um blefe.

Mas se sabe que ele quer usar o medo dos trabalhadores sem vínculo empregatício e sem nenhuma proteção na sua campanha pelo fim do isolamento.

É uma enganação criminosa. Bolsonaro não defende os trabalhadores. O que ele deseja é fugir da responsabilidade de pagar um valor razoável aos informais, que todos os países estão pagando.

E o que seria razoável? A Globo, quem diria, informou a Bolsonaro o que seria: o dobro do que ele será obrigado a pagar por decisão do Congresso. Deveria pagar R$ 1.200 mensais por residência por três meses.

Bolsonaro queria desembolsar uma miséria aos informais. Paulo Guedes havia convencido o chefe de que R$ 200 por pessoa eram suficientes. Uma miséria de R$ 200 mensais.

As bancadas de oposição e ex-aliados de Bolsonaro se mobilizaram e prepararam uma armadilha. Advertiram que iriam votar um auxílio de R$ 500.

Bolsonaro, pressionado, sentiu que teria de pagar o que não pretendia, mas o que o Congresso havia decidido.

A ajuda seria uma conquista de deputados e senadores, não uma concessão do governo. Paulo Guedes e ele reagiram e aumentaram a ajuda para R$ 600.

A Globo já desafiou o sujeito a fazer o que outros governantes estão fazendo em todo o mundo. Para todas as famílias pobres. Disse que essa é uma decisão de governo em tempos de guerra. Pague mais, pague pelo menos R$ 1.200.

O truque de Bolsonaro é sair pela tangente e defender o fim do isolamento, para que os trabalhadores informais voltem a circular e correr riscos. E assim ele não precisa aumentar a ajuda de emergência.

Bolsonaro se acovardou diante do desafio da oposição, encampado até pela Globo. Ele quer que os trabalhadores voltem a fazer bicos, mesmo que sejam infectados, num momento em que a pandemia se alastra.

Por isso tenta distorcer a fala do secretário-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom. O secretário, negro, da Etiópia, com origem em família pobre, disse que trabalhadores informais não sobrevivem sem trabalhar e que por isso, durante o isolamento, necessitam de uma renda assegurada pelos governos.

Bolsonaro passou a dizer que Tedros Adhanom havia defendido o fim do isolamento para os informais. A OMS respondeu e acusou Bolsonaro de manipular a declaração. Mas o sujeito insiste, até porque Paulo Guedes já disse que não sabe de onde tirar o dinheiro, que existirá para as grandes empresas, mas não para trabalhadores da informalidade.

Bolsonaro sonega uma ajuda decente aos trabalhadores e tenta empurrá-los para as ruas e para a morte.

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