BOLSONARO TERÁ PESADELOS COM HADDAD

O drama de Bolsonaro a partir de agora passa e ser este: os brasileiros queriam que Haddad, e não ele, estivesse governando hoje.
Em oito meses, como mostra o DataFolha, o eleitor se arrependeu, e Haddad venceria com 42% a 36%.
Esse é o trauma que Bolsonaro carregará para o resto do mandato, que talvez nem seja tão longo. Bolsonaro terá pesadelos com Haddad.
O eleitor quer o petista porque se sente enganado e rejeita, como as pesquisas mostram, tudo o eleito da extrema direita diz e faz.
Bolsonaro governa para uma fração de um terço da fração que o apoia, satisfeito com o que lhe sobrou: o homem branco rico, os reaças do centro-oeste, do sudeste e do sul, mais os ressentidos em geral da classe média, os homofóbicos, os armamentistas e uma minoria de pobres que se acha parte dessa turma.
Mulheres e jovens não querem saber de Bolsonaro. Entre eleitores de 16 a 24 anos, o petista venceria por 51% a 31%.
Também ganharia entre aqueles com ensino fundamental (45% a 33%) e médio (42% a 37%), enquanto há empate na margem de erro entre os eleitores com ensino superior (38% para Haddad contra 40% de Bolsonaro).
A direita pode dizer que Bolsonaro venceria em todas as regiões, tirando o Nordeste, onde Haddad daria de goleada: 57% a 23%. Não importa. O Brasil da resistência hoje é o Nordeste.

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