A EXTREMA DIREITA ADOTA BRUNO COVAS

Guilherme Boulos empurrou o tucano Bruno Covas não só para a direita da direita, mas para o colo da extrema direita em São Paulo.

O neto de um dos líderes do projeto (que não deu certo) da social-democracia brasileira é hoje parceiro das ideias mais reacionárias produzidas pelo golpe de 2016.

Covas está conversando com toda a extrema direita. A Folha informa hoje que o bispo Edir Macedo foi questionado por um seguidor em rede social sobre em quem votar e respondeu: “Jamais votarei na esquerda, portanto estamos com Covas”.

Isso quer dizer que, se Fernando Henrique Cardoso entrar na campanha no segundo turno, poderá aparecer a qualquer momento ao lado de alguém com a camiseta de Bolsonaro.

O mesmo fenômeno acontece, sem surpresas, em Porto Alegre. O candidato Sebastião Mello, do PMDB, que sempre tentou se posicionar ao centro, mesmo que com mais afinidades com a direita, agora fala no mesmo tom da extrema direita.

Não é só uma questão de apoios, é de discurso mesmo. Tem candidato da direita falando como se fosse bolsonarista desde criancinha.
Bolsonaro, se quisesse, poderia fazer campanha em Porto Alegre com a sua nova turma.

Mas quem vai querer Bolsonaro por perto, depois da lavada que o sujeito levou domingo?

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A CLIENTELA DE MORO
Informação do site Ópera Mundi. O ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro fez um parecer jurídico para o empresário israelense Benjamin Steinmetz, que já foi preso em 2016 acusado de suborno, em um processo contra a empresa brasileira de mineração Vale.

Ao portal Conjur, a firma de advocacia Warde confirmou, em nota, a contratação de Moro “a pedido” de Steinmetz. “Warde Advogados, devidamente autorizado por seu cliente, informa que contratou, a pedido do empresário israelense Benjamin Steinmetz, parecer do ex-ministro Sergio Moro em um litígio transnacional, que se estabelece prioritariamente em Londres”, diz.

O parecer, segundo o jornal O Globo, é um dos três que o ex-ministro já fez depois que deixou o governo.

A disputa entre a Vale e o empresário israelense começou em 2014, quando a empresa de Steinmetz teve uma concessão revogada pelo governo da Guiné para explorar a reserva de minério de ferro de Simandou.

O empresário havia firmado um acordo de parceira com a mineradora brasileira para a exploração conjunta dos recursos no país, mas o negócio fracassou após Steinmetz ser acusado de subornar autoridades da Guiné para favorecer seus interesses comerciais.

Por conta da acusação, em 2016 Steinmetz foi preso pela polícia israelense, em uma operação coordenada por EUA e Israel.
A Vale argumenta que foi enganada pelo empresário e chegou a vencer uma disputa na Corte Internacional de Arbitragem de Londres em 2019.

Cotado pela Forbes como detentor de uma fortuna bilionária, Steinmetz é presidente Beny Steinmetz Group Resources (BSGR), empresa que atua principalmente no setor de extração e comércio de diamantes.

A empresa do israelense é proprietárias de diversas reservas de mineração pelo mundo, principalmente em países africanos, como as minas de Koidu, em Serra Leoa, região marcada por ter sido devastada durante a guerra civil no país que se estendeu ao longo da década de 1990.

Essas minas ficaram conhecidas pela expressão “diamantes de sangue”. O arrecadado com as pedras preciosas era usado para comprar armas de rebeldes que controlavam a região, alimentando um ciclo de violência.

No domingo, o jornal O Globo informou que Moro já faturou pelo menos R$ 750 mil com três peças, uma delas contra a Vale, num caso relativo a fraudes financeiras

2 thoughts on “A EXTREMA DIREITA ADOTA BRUNO COVAS

  1. A dúvida que me abateu agora é se o grupo Globo já largou de mão a candidatura Moro…
    No mais, o tipo de serviço de Moro não surpreende.
    Ontem foi ridículo ver o B$ial tentando colocar palavras contra Lula na boca de Obama.

  2. O PSDB teve a relatoria das reformas trabalhista e previdenciária e tem o estado mínimo como um de seus Pilares IDEOLÓGICos. Achar q esse partido tem viés progressista é querer Acreditar em papai Noel. Mantenham distância do partido que estabeleceu um projeto de poder em São Paulo, estado que tem como governador um ex-grileiro de terras públicas.

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