Chacina põe o fascismo e os cheiradores em estado de euforia

A matança no Rio faz a festa do governador bolsonarista Claudio Castro e dos cheiradores de cocaína da extrema direita. Castro joga para a torcida, como se pretendesse ser a versão verde-amarela de Nayib Bukele.

Brilha sob aplausos dos cheiradores brancos da Faria Lima e zonas assemelhadas, que atacaram Lula pela frase torta sobre usuários de drogas e traficantes.

Ambos, Castro e os cheiradores, sabem que a matança de bandidos não significa a morte da bandidagem. Porque o mercado estará garantido pela reprodução permanente dos quadros e das lideranças do crime organizado.

Os cheiradores moralistas não seriam nada mais do que cheiradores (e que cada um cheire o que bem entender) se não formassem a claque da turma de Claudio Castro na tentativa de ‘politizar’ a frase de Lula.

Se Lula comete uma barbeiragem e permite que eles explorem o deslize, que Castro e os cheiradores da extrema direita respondam logo e com contundência: nós temos equipes de matadores dos bandidos que Lula trata com leniência.

O cheirador diz: matem quem me abastece, porque amanhã teremos dois ou três no lugar de cada morto. Direita e extrema direita aplaudem a matança no Rio por oferecer ganhos políticos ao bolsonarismo extremado ou moderado.

O cheirador admirador de Castro está certo de que Lula e o governo ficarão mal. Nas farsas que reproduzem, é a direita que combate o narcotráfico, como Trump faz bombardeando barcos no Caribe.

Castro fez, em escala industrial, o que ele e outros governadores já vinham fazendo no varejo de forma intermitente, matando bandidos e também inocentes que estiverem no lugar errado.

A chacina dessa terça-feira inaugura, se o Ministério Público deixar, a era dos massacres em massa. É uma marca que ficará com Castro para sempre, a do governador que decidiu partir pra cima do crime organizado para matar cem num dia só. Quase conseguiu.

E o cheirador branco, com dinheiro em orçamento para a cocaína diária que o deixa inteligente, esse se diverte. A chacina teria o poder de dizer aos outros brancos moralistas que Castro faz o que Lula não faria.

O cheirador que Lula tentou enquadrar com uma síntese impossível numa entrevista, esse já é também uma categoria importante do bolsonarismo, ao lado do racista, do homófobo, do xenófobo e do misógino.

O cheirador branco da Faria Lima e de suas franquias pelo Brasil, que lava dinheiro do PCC, é a parte chique, cruel e macabra do fascismo. O cheirador tenta pegar Lula pela palavra e aplaude a chacina de seus fornecedores.

5 thoughts on “Chacina põe o fascismo e os cheiradores em estado de euforia

  1. “O cheirador diz: matem quem me abastece, porque amanhã teremos dois ou três no lugar de cada morto.”

    QuaQuaQuaQuaQuaQua

    Esse cara pirou! Olha as coisas que ele fala kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. Esses “novos” 65 corpos que apareceram hoje não foi a polícia que matou. Há duas hipóteses: acerto de contas entre os próprios membros da facção ou a ofensiva de um grupo rival na tentativa de tomar o poder na comunidade, substituindo o comando anterior. A perícia certamente comprovará que não foi a polícia.

    1. Fala sério: tu acredita mesmo que a perícia de quem matou vai esclarecer alguma coisa? Na visão deles, é tudo bandido mesmo. Vejam Tropa de Elite, sempre atual.

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