CUIDADO: ESTE TEXTO CONTÉM INFORMAÇÕES CENSURADAS

As informações publicadas abaixo têm trechos de reportagens censuradas por uma decisão da Justiça. Por isso, leia mas finja que não leu. Informe-se sobre os rolos do Banco BTG Pactual, mas disfarce.

As reportagens foram censuradas por um juiz que teme prejuízos para o banco. Bancos têm proteção preferencial da polícia quando são assaltados. Bancos financiam a direita e a extrema direita. Bancos têm os maiores lucros. Bancos fraudam e mandam no mundo e muitas vezes mandam na Justiça.

Por isso, informações sobre rolos com bancos não podem ser divulgadas. Essas informações abaixo estão aí, mas não deveriam estar.

Foram copiadas de reportagens do Jornal GGN, do jornalista Luís Nassif (foto). O GGN foi proibido de publicar novas reportagens ou manter no ar ao menos 11 matérias relacionadas ao Banco BTG Pactual.

A decisão está em despacho de sexta-feira do juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, da 32ª Vara Cível do Rio de Janeiro. O magistrado estabeleceu uma multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

O que publicamos abaixo são textos do site Socialismo Criativo, que reproduziu parte das informações censuradas.

As matérias que não podem ser lidas estavam sendo publicadas por Nassif e Patricia Faermann desde março deste ano, abordando, entre outros assuntos, uma licitação supostamente dirigida da Zona Azul da Prefeitura de São Paulo, cujo grupo vencedor foi o BTG-Estapar, a partir da empresa Allpark, que pertence ao grupo BTG. De acordo com a apuração, diversas restrições impediram a concorrência de outros interessados.

Segundo o GGN, houve um direcionamento nítido com uma série de condições que apontavam previamente a vitória do grupo BTG-Estapar. A primeira delas era o valor inicial da outorga.

“O correto é que esse valor guarde correspondência com o faturamento previsto no edital. É a maneira de garantir isonomia na licitação, e não a vitória do grupo mais capitalizado. O segundo, foi a obrigatoriedade de o grupo ter experiência em estacionamento. Só a BTG possuía essa dupla condição”, publicou na época.

Outro problema era a não previsão no edital das chamadas receitas acessórias, provenientes da exploração do banco de dados de 2,6 milhões de motoristas que passariam a ser usuários do novo cartão.
As denúncias envolvendo o BTG Pactual – fundado pelo atual ministro da economia, Paulo Guedes, e outros três sócios, ainda na década de 80 – também apontam uma estranha venda de “créditos podres” do Banco do Brasil para o BTG.

Estes funcionam como títulos cujos lucros são difíceis de restituir até mesmo para um banco público como o Banco do Brasil. O caso soa ainda mais peculiar por envolver um banco privado de menor capacidade, como o BTG, a quem este tipo e investimento não costuma ser atrativo.

“O Banco do Brasil anunciou, no início do mês, a venda de carteiras de crédito de R$ 2,9 bilhões, a maior parte em perdas, a um fundo administrado pelo banco BTG Pactual. A operação chamou a atenção por se tratar da primeira cessão de carteira do Banco do Brasil a uma entidade financeira que não integra o conglomerado e pela falta de transparência sobre os possíveis lucros, ou como o BTG teria a capacidade de recuperar as perdas desse suposto crédito podre”, publicou o site.

Outra reportagem censurada cita o lucro obtido pelo BTG a partir de fundos ligados às empresas de previdência privada no Chile, que administram o modelo previdenciário que o ministro da economia Paulo Guedes vem tentando replicar no Brasil.

Para Luís Nassif, a intenção é clara: calar a imprensa. “Semanas atrás, depois que passei a divulgar o caso, fui alvo de um processo do BTG Pactual – instituição que tem como sócio, hoje em dia, o ex-Ministro da Justiça e ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim. Evidentemente, a intenção é me calar.

Pergunta-se: hoje em dia há uma imprensa que promete resistir a Bolsonaro. Mas a liberdade de imprensa conseguirá resistir ao poder financeiro e aos métodos do BTG Pactual?”, questionou Luís Nassif.

De acordo com a sentença, o “regime democrático que vivemos” necessita de uma “imprensa forte e com liberdade de atuação.” Porém, “essa mesma imprensa deve atuar com responsabilidade, de forma a não causar danos à imagem de quem quer que seja, sob pena de ser responsabilizada por seus atos que transbordarem o direito de liberdade de expressão.”

A sentença de três páginas não entra no mérito das denúncias feitas pelo GGN. Luis Nassif tem 50 anos de jornalismo, passagem por grandes veículos da imprensa e diversos prêmios alcançados ao longo da carreira.

A expressão “BTG Pactual” entrou para os trending topics do twitter e se tornou um dos temas mais comentados nas redes sociais nos últimos dias.

O jornal afirmou que irá recorrer da decisão no Supremo Tribunal Federal (STF), com o apoio da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e do Instituto Vladimir Herzog.

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/de-maos-beijadas-banco-do-brasil-entregou-carteira-de-r-3-bi-para-o-btg-pactual-de-guedes/

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