DALLAGNOL E AS MULHERES VIOLENTADAS

Deltan Dallagnol, o procurador-palestrante que pretendia ficar milionário, vem usando uma analogia bolsonarista, machista e repugnante quando tenta comentar a ação dos hackers.

Nas entrevistas que deu hoje, o procurador repetiu várias vezes que ele e Sergio Moro não podem ser punidos pelo que aconteceu, assim como uma mulher não pode ser condenada por ter sido estuprada ao vestir vestido curto.

Ouvi agora uma das entrevistas. É um comentário agressivo e desrespeitoso com as mulheres que sofrem qualquer tipo de violência.

Dallagnol é mais um simplório tentando ser criativo, num país em que uma mulher é morta a cada duas horas pela ação de machos empoderados pelo discurso de Bolsonaro.

Não há comparação possível. Um procurador da República não pode fazer um comentário tão raso.

Dallagnol e Moro foram denunciados, pela ação de hackers, como participantes de um conluio, e é assim que o jornalismo atua em todo o mundo. Criminosos denunciam crimes e cúmplices.

A Lava-Jato se valeu deles nas delações e achava que isso era moralmente sustentável. Agora acha que não, porque as tramas desvendadas são as da caçada seletiva de Curitiba.

Nem Moro nem Dallagnol foram estuprados, mesmo que a toga que usem ultimamente seja de fato muito curta. Eles foram expostos como participantes de uma armação para encarcerar Lula.

As feministas poderiam dar um jeito no machismo do palestrante que pregava, por uma boa grana, lições de moral de terceira categoria.

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