Está na capa da Folha: neonazistas passam a adorar Nikolas Ferreira
Compartilho texto de Felipe Bailez e Luis Fakhouri, na Folha de S. Paulo, sobre a exaltação do deputado do PL como figura que merece reconhecimento do neonazismo. Os autores são especialistas na análise de conteúdos de redes fechadas. Abaixo, o texto na íntegra:
FOLHA DE S. PAULO
Neonazistas brasileiros elogiam Nikolas Ferreira após atentado a Charlie Kirk
Do universo groyper à bolha da resenha, símbolos e discursos extremistas circulam entre EUA e Brasil em tempo real
Durante o voto do ministro Luiz Fux no julgamento de Jair Bolsonaro, um episódio violento dominou o debate: o assassinato de Charlie Kirk, influenciador pró-Trump e um dos rostos mais conhecidos do conservadorismo. Pouco tempo depois, a internet foi inundada por informações falsas e teorias da conspiração. Sem qualquer dado concreto sobre o autor ou suas motivações, já se espalhavam versões que responsabilizavam a esquerda e o Partido Democrata, além de narrativas antissemitas que apontavam judeus e a inteligência israelense como responsáveis pelo crime.
A polícia identificou o suspeito como Tyler Robinson, de 22 anos, morador de Utah. Não tinha filiação partidária nem histórico de voto, embora seus pais sejam republicanos registrados — o pai, Matt Robinson, é vice-xerife há 27 anos e colaborou com a polícia ao reconhecer o filho nas imagens divulgadas.
O episódio acentuou fissuras dentro da própria direita americana. Para entender esse movimento, é preciso lembrar quem são os "Groypers", um grupo digital de nacionalistas brancos e neonazistas com forte carga antissemita que orbita em torno do influenciador Nick Fuentes. Kirk era atacado por ser "moderado demais" e apoiar Israel. A morte, então, foi reinterpretada como um divisor de águas: postagens que viralizaram no X diziam que "a bala que matou Charlie Kirk matou a direita moderada", ou ainda, "ele era o último moderado —agora verão o que é a extrema direita".
Esse enquadramento não ficou restrito aos Estados Unidos. Nos mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp monitorados pela Palver, as menções a "Charlie Kirk" e "Groypers" cresceram de forma abrupta e, no dia 12 de setembro, ultrapassaram as referências ao próprio julgamento de Jair Bolsonaro, revelando como eventos externos são rapidamente incorporados à disputa política brasileira. Expressões como "guerra civil" cresceram nos últimos dias, com mensagens como "matar esquerdista deveria ser esporte olímpico" sendo compartilhadas.
Figuras brasileiras passaram a ecoar a leitura de que a morte de Kirk teria simbolizado o fim da conciliação dentro da direita. No X, Nikolas Ferreira declarou que "mataram a direita moderada", em mensagens acompanhadas de imagens conclamando a "ser a extrema-direita que eles tanto têm medo". Em uma dessas postagens, o deputado aparece ao lado do "clown pepe" — variação do personagem Pepe the Frog, originalmente um meme inofensivo, mas que foi adotado por supremacistas brancos, tornando-se um dos "apitos de cachorro" da alt-right e do universo groyper.
Essa onda encontrou terreno fértil no submundo da internet, que guarda semelhanças evidentes com a subcultura groyper. A chamada "bolha da resenha": perfis anônimos no X que misturam estética de chans, humor violento e extremismo. O termo "resenha" funciona como código interno e cumpre o mesmo papel que "groyper" —partir do comentário para a ação, hostilizar inimigos e pregar violência. Essa subcultura brasileira também empresta símbolos e linguagens como o clown pepe usado por Nikolas Ferreira.
Foi nesse contexto que usuários da "resenha" celebraram a postura de figuras como Nikolas Ferreira, dizendo que "finalmente entraram na resenha". Um dos anônimos mais ativos publicou uma foto do ditador chileno Augusto Pinochet com a legenda "cadê a extrema direita dessa porra?", incitando seguidores a se assumirem abertamente extremistas.
Em momentos de forte emoção política, narrativas importadas ganham vida própria, moldando o debate nacional. Esse mecanismo amplia riscos: discursos de ódio se normalizam e fronteiras entre humor e incitação à violência se diluem. É importante entender o processo de contaminação do ecossistema digital brasileiro sob risco de transformar crises alheias em combustível para aprofundar nossas próprias fraturas sociais.

Ué, mas a Folha não é um jornal neonazibolsotrumpista, Moisés? Por que você usa análises publicadas na Folha se você é um militante antifascista?
Ué, por que você não usa análises feitas para o Brasil 247 ou para o mais brilhante dos jornais online, o Diário do Centro do Mundo?
Por favor, Moisés, pare de citar esse jornalão neonazibolsotrumpista no seu blog! Pare!
Nicole ta com tudo e não tá prosa.
Mais uma investida RIDÍCULA e INFANTIL contra o Nikolas. E mais uma vez não vai colar. Tentem outras, mas usem jornaleiros mais criativos. Essa foi GROTESCA, tão PATÉTICA quanto os reporteitos que a produziram. Na Folha/UOL não há limites para o RIDÍCULO.
Além de tua hipocrisia, arrogância e distorções textuais, Guinho, mais impressionante tem sido tua própria incoerência. Embora, às vezes, seja possível perceber uma certa dificuldade cognitiva, duvido que haja má interpretação de texto toda vez que o jornal de rabo preso com a ditadura é mencionado pelo blogueiro.
Está na cara que toda vez que o Moisés Mendes faz referência ou uso de trechos ou de textos inteiros de colunistas e editorialistas ou de resultados do Datafolha desse que é um dos jornalões que ele costuma criticar, o faz para evidenciar as frequentes contradições dos grandes grupos de comunicação que não conseguem esconder seus vínculos de classe com o grande capital e seus representantes ou para realçar seus disfarces e contorcionismos, como a contratação de articulistas de todos os matizes. A célebre frase de Roberto Marinho dirigida aos generais golpistas de 1964, “Dos meus comunistas cuido eu”, com o fim de tranquilizá-los, sempre é um bom exemplo de como se comportam os proprietários e magnatas da imprensa.
Tu, um admirador confesso e incondicional de tudo que venha da família Frias, já não devias saber que não há contrassenso maior do que ler e comentar assiduamente no blog de um costumeiro detrator desses vendilhões da imprensa golpista que defendes com unhas e dentes?
Ultimamente, basta reparar, tem sido mais fácil os leitores do blog ficarem sem a publicação de um texto do Moisés do que não encontrarem um comentário teu, mesmo que isolado. Se bobear, aparecerá um comentário teu exigindo do blogueiro que publique qualquer coisa sobre qualquer assunto só para teres esse estranho prazer de contestar, de fustigar, de alimentar o ódio fascista.
E, por mais que repitas, batas no peito e até desfile com uma bandeira vermelha, te falta pedigree e jamais serás alguém de esquerda, Guinho. Esquerdistas não precisam gritar aos quatro ventos que são de esquerda. Afinal, quem não percebe que não passas de um fascistinha envergonhado e mequetrefe?