Estão preparando um genérico de Wilson Witzel

Jornalistas que têm memória e ainda investigam, como faz Fabio Victor hoje na Folha, vão chegando aos poucos perto dos caçadores de traficantes miúdos para mostrar quem são esses justiceiros.

São os controversos chefes da matança que não ofereceu nenhum troféu ao fascismo, nenhuma cabeça de um grandão do crime organizado. Os chefes da chacina são figuras ligadas a amigos de criminosos.

Victor mostra o caso do secretário da Polícia Civil do Rio, delegado Felipe Curi, um dos planejadores e executores da chacina nos complexos da Penha e do Alemão.

Victor escreve: “Curi é aliado e pupilo do também delegado Allan Turnowski, preso duas vezes sob acusação de colaborar com o jogo do bicho e receber propina da contravenção”.

E mostra, em detalhes, a relação de Curi com o delegado acusado de corrupção por envolvimento com bicheiros. O que mostra que eles caçam os pequenos e se aproximam dos grandes.

Os grandões são outros, e não os mortos na mata, e têm proteção de gente do Estado. Curi e Turnowski são da mesma turma, liderada agora por Claudio Castro.

Victor informa que Curi é a aposta da extrema direita como possível pré-candidato à sucessão de Castro, que já foi reeleito e não pode se candidatar ao governo. Castro é candidato ao Senado.

Curi é o careca bem falante, a autoridade que mais aparece na TV, sempre dando declarações categóricas sobre a chacina. O delegado tem toda a pinta e os apetrechos para ser uma imitação de Wilson Witzel.

5 thoughts on “Estão preparando um genérico de Wilson Witzel

  1. Mas a Folha não é um jornalão neonazista, a favor da matança de moradores humildes dos morros? Por que o brilhante e genial jornalista Moisés Mendes lê um jornal bolsonarista a serviço do hitlerismo e do genocídio dos mais pobres? Não é um jornal ruim? Não é um jornal péssimo, que não investiga nada nem ninguém?

    Ué, que estranho. Leia o DCM e o Brasil 247, Moisés.

  2. Esse delegado não tem nenhuma chance eleitoral diante da IMBATÍVEL candidatura de TALIRIA PETRONE ao Palácio Guanabara. É TALIRIA governadora e Jacqueline Muniz, a “especialista que virou MEME”, para a Secretaria de Segurança Pública. As pedreiras do Rio de Janeiro estão em êxtase. Vão vender toneladas de pedras para equipar a Polícia Militar no enfrentamento aos narcotraficantes do Comando Vermelho.

  3. Impressiona a afoiteza de Guinho, o boneco fascistinha, e de Nandinho, o ventríloquo fascistão, que se revezam para serem quase sempre os primeiros a publicar comentários depreciativos a cada novo artigo de Moisés. Será que um dos dois saberia dar uma explicação plausível do ponto de vista da saúde mental para essa estranha compulsão em ler e depois correr sofregamente ao teclado para retrucar, espicaçar e ofender um jornalista certamente detestado por ambos?

    Todos aqui já sabem que Guinho e aquele que ele afirmou ser seu alter ego beberam e bebem na mesma fonte do Instituto Millenium e do Instituto Liberal, da Gazeta do Povo, Revista Oeste, Veja, Folha de São Paulo e Estadão, de Rodrigo Constantino, Diogo Mainardi, Merval Pereira, Augusto Nunes, Mário Sabino, José Roberto Guzzo, Alexandre Garcia, Olavo de Carvalho e de tantos outros guias e gurus de fascistas natos, de ex-esquerdistas e de ‘ex-petistas arrependidos’, de antilulistas e também de ‘conservadores liberais-democratas’, como aqui já se autodefiniram.

    Está na cara que quando citei o artigo de Jacqueline Muniz não o fiz com a intenção de que viesse a ser lido por vocês. Como nunca me enganei com as afinidades ideológicas dos dois e, desde o início, os chamo por aquilo que são, ‘fascistinha’ e ‘fascistão’, isso seria um enorme contrassenso. Assim como é no mínimo esquisita e ilógica essa relação irreprimível que mantêm com o blog.

    Continuem a insistir, não desistam! Logo, todos aqui estarão convencidos de que Moisés Mendes é mesmo um ‘recalcado’ porque jamais conseguiu trabalhar na Folha, um ‘pseudojornalista’ muito mal informado, um ‘grande piadista ‘ que se mete a escrever sobre política e outros assuntos sérios. E nunca mais ninguém da ‘esquerdalha’ vai querer ouvir falar desse jornalistazinho mequetrefe lá do Rio Grande do Sul.

  4. Neri, você se acostumou com as bolhas dos algoritmos. Isso é muito estranho, porque você o tempo todo ataca os bilionários estadonidenses do Vale do Silício, achando-se um progressista “puro” por não ter sido contaminado pelo “fascismo” das big techs, mas não suporta que toquem na sua bolha. Ou seja, você não vive sem o algoritmo, que trabalha para homogenizar pensamentos.

    Então, você não consegue mais suportar o contraditório, a divergência, a ironia, a crítica. O blog, por ser uma mídia isenta de algoritmo, conta com a moderação apenas do próprio autor. Se o Moisés aceita o deboche, a crítica e o contraditório, a decisão é dele. Pelo visto, você não suporta a própria decisão do Moisés em permitir comentários divergentes. Você precisa da META para poder se sentir confortável com discursos que sejam apenas idênticos aos seus.

    É por isso que o PT se fascistizou: porque ele também quer a elminação do diferente.

    Agora, quanto ao Moisés Mendes, ele precisa ser criticado por atacar a Folha de São Paulo o tempo todo, (um dos melhores jornais do mundo), sem nunca desgrudar o olho do periódico. Fora isso, precisa sim entrar numa favela ou pelo menos ver alguns vídeos do Rodrigo Pimentel explicando o que o crime organizado faz com os trabalhadores nas comunidades.

    E, sim, eu sou de esquerda.

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