Exatamente

Elio Gaspari mostrou, nos anos 90, que Fernando Henrique Cardoso raciocinava pela negação. O jornalista fez um levantamento e viu que quase todas as frases, em discursos e entrevistas, começavam com um não.
Não deixaremos a inflação crescer… Não seremos cúmplices do desemprego… Não desistiremos do desenvolvimento…. Não manipulamos as privatizações… E assim funcionava a cabeça de FH. Negando tudo.
Hoje, Fernando Henrique diz: não nos pegarão com essa história de corrupção… (e não pegam mesmo).
Pois a Folha fez um levantamento das expressões mais usadas hoje pelo homem do Jaburu e constatou que, além dos advérbios, ele gosta mesmo destas duas palavras: “exata e precisamente”. Usadas assim, sempre juntas.
Em todos os discursos, ele diz que tal coisa é “exata e precisamente”. E vai e volta e sai de novo “exata e precisamente”.
Se não houve o golpe dentro do golpe e o PSDB não tomar o poder, teremos que aguentar por mais dois anos esse palavreado repetitivo do século 19.

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