FAÇAM SUAS APOSTAS: QUEM DA EXTREMA DIREITA FICARÁ PELO CAMINHO?

Certezas e dúvidas levantadas pelas últimas pesquisas incomodam os fascistas eleitos na carona de Bolsonaro em 2018. Fascistas de toda parte chegaram com folga ao Congresso há quatro anos, mas muitos não irão retornar.

Eles sabem que em 2020, nas eleições municipais, o fenômeno da avalanche bolsonarista não se repetiu e que 2022 pode marcar o esgotamento do inchaço da extrema direita.

Os dados a serem examinados são principalmente de pesquisas do Datafolha. O mais relevante, além do que indica vitória de Lula no primeiro turno, é este: 49% da população se identifica hoje com ideias de esquerda.

A direita, que vinha crescendo (e as provas estavam no eleitorado e nos eleitos) nos últimos anos caiu para 34% na preferência da população.

A própria Folha resume o movimento. A partir de 2013, o brasileiro passa a se aproximar de posições associadas à centro-direita e à direita (como o apoio à posse de armas e ao empreendedorismo) e mais recentemente se acerca de bandeiras identificadas com a centro-esquerda e a esquerda. A Folha cita a valorização dos imigrantes (e o combate à xenofobia) e dos sindicatos.

A maioria não quer mais saber de preconceitos em relação a gays, índios e negros e ao mesmo tempo deseja que o Estado volte a ser forte para enfrentar o desemprego.

São posições que Lula tem reafirmado com críticas a racistas e homófobos e declarações explícitas de que, se eleito, irá fortalecer o Estado, porque não lhe interessa priorizar o que o mercado acha que possa ser certo.

Redutos consagrados da direita, e nos últimos anos engajados à extrema direita por causa de Bolsonaro, estão abalados. A Região Sul, apontada como curral do fascismo, vai se livrando do estigma.

O mais recente Datafolha mostra que hoje, na região toda, Lula venceria Bolsonaro com 57% a 35%, somando-se os votos de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

É até surpreendente, mas firma-se uma tendência que parece irreversível e que pôs a correr gente do reacionarismo que estava com candidaturas planejadas. Gente grande desistiu de concorrer.

O cenário vai sendo alterado. O Sul deu grande contribuição à ampliação e à renovação de boa parte da bancada de extrema direita em 2018, com a ascensão de nomes que se agarraram a Bolsonaro.

Quantas dessas figuras, algumas grotescas, irão manter seus mandatos? Quantas raposas da direita, muitas assumidamente negacionistas e anticiência, irão sobreviver? Vale para a Assembleia Legislativa, mas talvez nem tanto para o Senado, que é uma eleição majoritária e diferente.

Em 2018, foram eleitos seis deputados de esquerda entre os 31 que chegaram pelo Estado à Câmara Federal. Os cinco do PT e a deputada do PSOL.

Os outros são em grande maioria de direita e de extrema direita, com alguns (no máximo quatro) que poderiam ser definidos como de centro. Veja a lista abaixo e faça as apostas sobre quem da direita não volta este ano:

• Marcel Van Hattem (NOVO) – 349.855 votos
• Onyx Lorenzoni (DEM) – 183.518 votos
• Giovani Cherini (PR) – 151.719 votos
• Paulo Pimenta (PT) – 133.086 votos
• Marcon (PT) – 122.838 votos
• Marlon Santos (PDT) – 116.483 votos
• Lucas Redecker (PSDB) – 114.346 votos
• Fernanda Melchionna (PSOL) – 114.302 votos
• Heitor Schuch (PSB) – 109.053 votos
• Henrique Fontana (PT) – 108.585 votos
• Carlos Gomes (PRB) – 103.373 votos
• Bohn Gass (PT) – 102.964 votos
• Danrlei de Deus Goleiro (PSD) – 102.662 votos
• Covatti Filho (PP) – 102.063 votos
• Márcio Biolchi (MDB) – 100.362 votos
• Alceu Moreira (MDB) – 100.341 votos
• Afonso Hamm (PP) – 100.018 votos
• Maria do Rosário (PT) – 97.303 votos
• Pedro Westphalen (PP) – 97.163 votos
• Giovani Feltes (MDB) – 93.088 votos
• Bibo Nunes (PSL) – 91.664 votos
• Jerônimo Goergen (PP) – 89.707 votos
• Sanderson Federal (PSL) – 88.559 votos
• Osmar Terra (MDB) – 86.305 votos
• Maurício Dziedricki (PTB) – 83.617 votos
• Pompeo de Mattos (PDT) – 80.427 votos
• Daniel da TV (PSDB) – 74.789 votos
• Marcelo Moraes (PTB) – 69.904 votos
• Afonso Motta (PDT) – 65.712 votos
• Liziane Bayer (PSB) – 52.977 votos
• Nereu Crispin (PSL) – 32.200

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