Família anuncia a morte política de Bolsonaro e pede socorro a Milei
A dedicação de Michelle ao marido que ela chama de galego acaba por expô-lo como uma pessoa fragilizada física e mentalmente. Bolsonaro é cada vez mais o esposo de Michelle e cada vez menos o líder da extrema direita brasileira.
Michelle disse em vídeo na convenção do PL que não pode sair casa e deixá-lo sozinho. O Globo informou que Bolsonaro precisa de alguém para que tome os remédios nos horários determinados. E que não tem condições de ficar sem ninguém por perto por mais de três horas.
A própria família apresenta o ex-líder poderoso como uma figura sem autonomia, quando deveria lutar pela preservação da sua imagem de fortaleza imbatível, de macho golpista, armamentista, negacionista, terrivelmente hétero e imbrochável.
O homem que fazia arminha com os dedos e prometia acabar com os inimigos na ponta da praia. Que articulou um golpe, abandonou os manés em Brasília e fugiu para os Estados Unidos para retornar de lá mais forte. Esse homem não existe mais.
Como Bolsonaro poderia comandar a campanha do filho ungido, articular arranjos nos Estados e continuar conspirando, se não pode ficar em casa sozinho vendo Merval Pereira na GloboNews?
O que Michelle e os enteados disseram no encontro é que Bolsonaro deve ser visto cada vez mais como uma liderança fora de ação. Que seu rebanho passe a se dedicar apenas à exaltação do que sobrou do mito.
Michelle se fortalece como mulher ajudadora, que dá prioridade aos cuidados do seu galego, mas termina diminuindo a figura de Bolsonaro e antecipando sua morte política.
O vigarista Javier Milei, que quebrou a Argentina e é investigado como integrante de uma quadrilha de criptomoedas, pode ter assumido ontem a liderança da extrema direita no Brasil.

Deputada oposicionista pelo Partido Justicialista da Argentina, Lorena Iris Pokoik divulgou em suas redes sociais uma mensagem de desagravo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva após os ataques de baixo nível a ele dirigidos pelo colega extremista de direita Javier Milei, quando este participou ontem do lançamento da candidatura de 01, o filho ungido pelo ex-presidente corrupto, genocida e golpista agora presidiário.
De cara, a parlamentar o repreende porque não poderá deixar para seu povo algo que Lula já deixou: um legado. Depois de chamar Milei de ‘zurdo de mierda’, lembra-lhe que o insultado veio do povo e do movimento operário, foi eleito três vezes, tirou seu povo da miséria, construiu uma unidade regional, tornou o Brasil um protagonista mundial e fez dele uma nação mais unida, independente e soberana.
Para ela, Lula suportou o cárcere com dignidade (ao contrário do chefe da ‘fadrilha’), teve suas condenações anuladas pelo STF e voltou à presidência pelo voto popular. Enquanto isso, Milei destrói na Argentina tudo aquilo que foi garantido durante os mandatos do presidente petista: trabalho, dignidade, direitos e esperança.
Só discordo da deputada quanto à falta de um legado. No frigir dos ovos, todo governante deixará para seu povo um saldo, positivo ou negativo, de seus atos e esse, inevitavelmente, para o bem ou para o mal, será seu legado. O do fascista Milei será, sem dúvida, um legado de ‘mierda’.