Flávio Bolsonaro é o alien da extrema direita
Leiam esse texto escrito com candura por Dora Kramer e publicado na Folha nessa segunda-feira:
“O presidente Luiz Inácio da Silva (PT) faz jus ao histórico de respeito à legalidade em derrotas anteriores quando diz que, se perder, nada lhe cabe a não ser aceitar o resultado. O principal oponente, Flávio Bolsonaro (PL), sinaliza só aceitar como legítima a vitória, mas a prisão do pai confere ao discurso o tom de bravata desprovida de lastro na realidade”.
Vamos repetir: Flávio só aceitaria a própria vitória (faltou a palavra própria no texto), mas isso nada significa, porque seria apenas bravata. Como fez o pai dele. É o que dia jornalista.
Dora Kramer não sabe, porque não acompanhou, por distração, todo o processo contra os golpistas, até a condenação dos chefes da trama.
Uma jornalista não sabe que Bolsonaro não fez bravata. Tentou ganhar a eleição com ações golpistas (como bloqueios de estradas e ataques às urnas) e depois com articulações com os militares que não só iriam impedir a posse de Lula, mas matá-lo junto com Alckmin e Alexandre de Moraes.
Pelas bravatas, Bolsonaro pegou 27 anos de cadeia e está em casa, em prisão domiciliar, porque seria um homem doente que merece tratamento especial.
Todos os parceiros de Bolsonaro nessa bravata também foram condenados, incluindo generais que pela primeira vez foram encarcerados no Brasil.
Mas Dora Kramer acha que Flávio é apenas um bravateiro, quando tem feito manifestações golpistas (entre as quais a articulação para impeachment de ministros do Supremo) como parte da retórica eleitoral.
Dora Kramer diz mais, ao falar dos 30% da população que não se declaram nem lulistas nem bolsonaristas: “Esse pessoal já sabe como Lula governa, mas não faz a mais pálida ideia de como Flávio Bolsonaro pretende governar”.
Esse pessoal tem muito mais do que uma pálida ideia de quem é o sujeito. O filho já disse que vai governar como o pai. É o que ele mais repete. O eleitor que optar pelo filho ungido sabe de quem se trata e do que ele deverá fazer no governo.
Mas Dora Kramer se esforça para apresentar Flávio, como outros colegas fazem, como uma página em branco, sem passado, sem família e sem sobrenome.
Flávio seria um alien que teria vindo, sem que ninguém notasse, dentro da Artemis II no retorno à Terra, para se encontrar com Gilberto Kassab, Ciro Nogueira e Valdemar Costa Neto.
Eles vão debater a ausência de gravidade na extrema direita sem Bolsonaro. Flávio está flutuando na cápsula do fascismo de um lado a outro.

Pô, mas você lê a Dora Kramer?!
O Moisés é burro mesmo. Bravata porque as instituições impedem golpes.
Não houve o golpe. Houve bravatas. Ela está correta.
Nem a mulher do Zero Hora suportava sua burrice.
Moisés, um idiota me mandou seu texto novamente e eu tive que vir aqui defender o jornalismo profissional. Não sei por que eu insisto em defender o bom jornalismo profissional brasileiro de você, já que você o odeia.
Seus textos estão me dando nos nervos e é melhor eu esquecer Moisés Mendes, você, para não passar raiva e ofendê-lo!
Assim como esqueci o Brasil 247 e o DCM, nunca mais lerei o blog.
Que o Brasil se foda com Lula ou Flávio. Quero afundar meu dedo num número nulo.
Fodam-se todos. Forte abraço.
Na campanha que o levou ao primeiro mandato na Prefeitura de Porto Alegre, Sebastião Mello fez terrorismo eleito ao bradar que a eleição de Manuela D’Ávila condenaria os portoalegrenses a comer churrasco de carne de cachorro vira-lata. Era propaganda de ódio. Agora, como se sabe, os argentinos, governados por um anarcocapitalista é provável ídolo ideológico do alcaide da enchente, comem carne de burro. A RBS nunca teve que mostrar seus repórteres fazendo o que seus colegas do LaNacion+, o streaming do jornal de direita portenho, fazem ao experimentar a iguaria ao vivo. A vingança é um prato que se come duro.
Texto genial!
Metáforas matadoras.
Só não entendo o ódio nos comentários.
O que Moisés teria feito pra essa gente?
Ou seria o próprio Moisés usando alter egos? Um dia saberemos .
E fascista entende metáfora?