A falha da Folha ao encampar a guerra da direita contra Jorge Messias

A Folha vem com artilharia aparentemente pesada, mas só aparentemente como veremos adiante, na guerra contra a indicação de Jorge Messias para o STF. Hoje, essa é a manchete:

“Indicação de Messias ao Supremo desafia Fachin em plano por autocontenção e distância da política na corte”

É a Folha encampando a palavra “autocontenção”, usada por André Mendonça, e nunca por Edson Fachin.

Essa palavra está em vários textos de colunistas ‘liberais’ dos jornalões, que fazem o jogo da extrema direita.

É essa a nova etapa dos ataques das corporações de mídia aliadas ao bolsonarismo, mesmo que de forma dissimulada.

Estão batendo nos ‘excessos’ do Supremo, como colunistas da própria Folha fazem hoje. Passada a pior fase do enfrentamento do golpismo, vem aí de novo a tentativa de depreciação do STF.

Quem acompanha os jornalões, percebe que há uma movimentação articulada dos colunistas nos últimos dias. Bater no STF, desqualificar Jorge Messias e fortalecer Davi Alcolumbre na guerra contra Lula. A Folha já publicou editorial contra a indicação do escolhido por Lula.

A autocontenção defendida por André Mendonça é a pauta dos jornalões, sem o menor pudor. Autocontenção significa, em síntese, ser mais brando em relação à extrema direita.

A manchete da Folha tem os palpites de dois ‘especialistas’. O texto, de Arthur Guimarães de Oliveira, não segura a manchete pelas opiniões manifestadas.

O esforço é do repórter, para cumprir a pauta, e do editor, para manter a manchete de pé. O texto tem seis parágrafos, com argumentos do repórter, até aparecer o primeiro especialista Luiz Fernando Esteves, professor de direito constitucional do Insper. Sempre o Insper.

É um truque antigo. A pauta leva à elaboração da manchete, e o autor do texto corre atrás de quem segure a tese do jornal. Na Folha, falhou mais uma vez, mesmo com a ajuda prestativa do Insper.

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PERGUNTA
Uma dúvida incômoda que os jornalões não tentam responder: por que, depois de votar de forma categórica pela condenação dos golpistas do 8 de janeiro, Luiz Fux mudou de posição, a partir de março desse ano, chegando ao ponto de votar pela absolvição de Bolsonaro?

Fux mudou de posição em relação aos manés, que havia ajudado a condenar em 2024, para poder depois tentar absolver o sujeito condenado por maioria como chefe de organização criminosa?

Fux só teria usado os manés para que pudesse tentar livrar os chefes do golpe, como acabou fazendo até se afastar da primeira turma do STF? Foi assim mesmo? Mas o que levou a essa mudança? Um dia saberemos?

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