Folha esconde que a origem da crise é o lavajatismo
Mas um livro conta o que a grande imprensa ainda tenta camuflar
Esta é a manchete eureka da Folha, mas sem uma linha sequer sobre a Lava-Jato e a caçada política a Lula, como origem do que vemos hoje:
“Crise no STF reflete politização da Corte e problema estrutural, dizem especialistas”
O texto enrolativo não segura a manchete. Quando se sabe que a degradação do sistema todo foi provocada pelo lavajatismo permanente exercido pela direita justiceira.
Tanto que as duas principais figuras da política do Paraná hoje, como expressões da extrema direita, são Sergio Moro e Deltan Dallagnol.
A estrutura montada para fechar o cerco em torno de Lula evoluiu para um antilulismo organizado pelos tentáculos dos seus caçadores, agora dentro de partidos.
Mas a Folha não teve coragem de citá-los como o começo da história recente de desvios dentro do sistema de Justiça, no Ministério Público e no Judiciário. O lavajatismo chegou ao STF, depois tentar submeter a Corte, a partir de Curitiba, às suas determinações.
Aos que quiserem saber mais um pouco como isso funcionou, sob o ponto de vista do jornalismo, ofereço o livro “2018 – A cumplicidade entre o TRF4 e a Lava Jato”, editado pela Libretos, que terá lançamento nesta quinta-feira em Curitiba.
Será na Rua José Antoniassi, 21, no bairro Vista Alegre, na sede da plataforma de jornalismo de resistência ‘Brasil fora da caverna (BFC)’, a partir das 18h30min. Eu estarei lá, representando meus colegas jornalistas e autores do livro José Luís Costa e Rafael Guimaraens. Convidamos a Folha para que também apareça.
(O livro está à venda nas livrarias de Porto Alegre e no site da Libretos: www.libretos.com.br. Em Curitiba, na Livraria Vertov: Rua Visconde do Rio Branco, 835 (sobreloja 02) – Centro.)

Parabéns pelo livro, Moisés! Sucesso e boas palestras!
Saia do Facebook e escreva mais. E pare de falar mal da Folha, por favor.
não não, a falha de são paulo precisa ser exposta pelo que ela é.
Nunca pensei que teria saudades do Otavinho, que o demo o tenha.
Você nunca leu, não lê nem lerá jornais. Fique aí no Facebook, Instagram e Zap Zap, otário.
Na fila de autógrafos o Moisés verá Moro, Dallanhol e Thompson Flores, entre outros.
Congratulações e êxito nas vendas a você Moisés e aos outros dois autores por não deixarem uma das piores páginas da história brasileira cair no esquecimento. Sem o apoio do TRF-4, Sergio Moro e Deltan Dallagnol teriam sérias dificuldades para levar adiante os planos criminosos da ‘República de Curitiba’. O desembargador Rogério Favreto, com a decisão de soltura de Lula em julho de 2018, foi uma notável exceção no meio das velhas e submissas cobras da instância jurídica da Região Sul que apoiaram o golpe. O fato de Moro ser o guardião do vídeo sobre a ‘Festa da Cueca’ certamente pesou nas decisões da maioria dos desembargadores.
As recentes ações de André Mendonça, o juiz terrivelmente suspeito e parcial, provam que o lavajatismo, um dos principais braços do golpismo, único sério e recorrente projeto dos fascistas e da extrema direita brasileira, continua bem vivo depois dessa estimulante impunidade de seus criadores.
Independentemente dos próximos desdobramentos da crise instalada em um dos principais pilares da democracia pela venalidade de alguns de seus membros, Mendonça deu sua contribuição para alimentar a sanha golpista de Trump sobre as Américas e é preciso estancar urgentemente essa sangria para afastar o vampiro estadunidense sedento por novas investidas nas veias abertas do continente.