Homer presidente

Um amigo vai defender uma tese, mas não sabe ainda em que universidade (talvez na USP, onde Alexandre de Moraes defendeu a dele sobre a necessidade de se impedir que um ocupante de cargo de confiança no governo seja indicado a ministro do Supremo).
A tese do meu amigo é esta: o excesso de realidade virtual levou a política e o país à situação em que vivemos hoje. Quase tudo é virtual e ilusório. O homem do Jaburu é uma ilusão virtual, o Padilha, o Alexandre de Moraes, o Serra, o Jucá, nada é real. Eles na verdade não estariam onde pensamos que estão.
O Brasil submergiu numa hiper-realidade imaginária, muito antes do golpe. Ou alguém acredita mesmo que somos governados pelo Temer, sem que nada seja capaz de alterar essa realidade?
A próxima etapa criará situações ainda mais absurdas. Um americano pode vir a ser o presidente do Brasil.
Assim, não é para levar a sério se Homer Simpson for o sucessor do homem do Jaburu. Se Temer pode, por que não o Homer? Mas será tudo ilusório.
O meu amigo prevê situações variadas, uma mais absurda do que a outra. Foi ele quem previu há um ano que, nesse mundo irreal, a revolução na educação brasileira seria um dia liderada pelo Mendoncinha. E que o Mendocinha citaria até Paulo Freire. Na época, ninguém levou a sério.
Nessa realidade virtual, um tucano graúdo será preso… não, essa eu não posso contar.

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