Implosão do Supremo atrapalha o mercado dos vazamentos seletivos
O vazamento seletivo era o osso com pelanca que uma ala da Polícia Federal jogava para algumas redações, principalmente a do Globo, para fragilizar Lula. No dia 1º de setembro, uma terça-feira, André Mendonça iniciou a implosão do Supremo com a retirada do sigilo do relatório da Polícia Federal contra Alexandre de Moraes, e os vazamentos cessaram.
A decisão de Mendonça completou uma semana nesta terça. É muito tempo. De lá até aqui, não há uma linha nos jornalões que possa ser chamada de apuração própria e que tenha resultado em conteúdo com novas informações sobre os desdobramentos da guerra entre os ministros.
É tudo notícia que todo mundo dá. São as commodities sem diferenciação de produto entre um veículo e outro. Todos vendem canjica, lentilha e guisado de segunda. Não há nada que possa ser chamado de arremedo de jornalismo investigativo.
Os jornais ditos alternativos se esforçaram, mas a grande imprensa não fez nada. E, sem surpresa, os vazamentos pararam. Malu Gaspar parou de receptar dos vazadores da Polícia Federal que cercavam o filho de Lula e Moraes.
Os vazadores se recolheram, enquanto Gilmar Mendes pede que delegados da PF se retirem dos gabinetes dos ministros. E André Mendonça determina o afastamento do diretor da PF, Andrei Rodrigues. E Flávio Dino ordena que Rodrigues não saia.
O Globo e os vazadores se assustaram. A crise no jornalismo dos jornalões está exposta. Quando param os vazamentos bem escolhidos, repórteres amordaçados pelas chefias e colunistas de notinhas, principalmente esses últimos, não têm o que publicar.
Os jornalões viraram um imenso pool de notícias iguais e de colunas de intrigas, agora envolvendo principalmente Edson Fachin. O osso com pelanca sumiu. E a reportagem em extinção se consagra como a ararinha-azul do jornalismo das corporações.
Do início da implosão do STF até hoje, o que tivemos de “reportagem investigativa” foram duas pautas da Folha, que foi à Espanha olhar um apartamento semelhante ao que Fábio Luís estaria ocupando e depois saiu atrás de uma mulher que havia aparecido grávida na propaganda de Lula na campanha de 2002 e que hoje não votaria no presidente.
A Folha achou um apartamento igual ou semelhante ao de Fábio Luís e se esforçou para encontrar em Maringá, no Paraná, a terra da Lava-Jato, uma ex-grávida que não votaria em Lula. É o que temos de jornalismo de investigação.
Para disfarçar, os sites dos jornalões publicaram nos cantinhos a notícia sobre Mineiro, o delator que confirmou ter feito sete pagamentos para o fundo do advogado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, que seriam para o filme sobre o pai dele.
Mas uma notícia como essa, quase escondida, não significa mais nada. Porque nunca será manchete. Porque os desvios de dinheiro para o filme sobre Bolsonaro não impactam mais. E porque o jornalismo das corporações não quer saber dessa história.
Os jornalões nunca investigaram os rastros da dinheirama de Vorcaro para a família, mas sabem onde encontrar uma mulher grávida que apareceu na campanha de Lula e hoje estaria do outro lado.
As corporações negociaram com a extrema direita o que restava de escrúpulos, em meio ao cansaço para criar uma alternativa ao candidato do bolsonarismo. O que importa é vencer Lula a qualquer custo, tentando informar até que “ex-mulheres grávidas” agora também são anti-Lula.
Se a propaganda de qualquer um dos candidatos da direita na TV aparecer com gente jogando dinheiro do Vorcaro para o ar, não acontecerá nada. A Folha fará, com powerpoint, uma reportagem sobre a sobrevida do dinheiro vivo.
Se um dos candidatos da Globo anunciar que usará as doações do banqueiro para abater a dívida pública, o mercado dirá que faz sentido. E o Estadão e seus especialistas irão aplaudir.
As corporações de mídia estão brincando com o fogo do fascismo. Nada mais que envolva dinheiro abala o bolsonarismo blindado como se fosse uma imensa Faria Lima.

Moisés, produza estudos, livros, teses, faça palestras, articulações políticas, mas pare com essa inveja que você sente das “grandes” redações. Faça análise, Moisés. Lá em Bagé tem um bom psicanalista.
Nenhuma palavrinha sobre contratinho nesse texto choroso. Foi o contratinho que acabou com o STF, e não a divulgação do mesmo. Você está confundindo causa com efeito, Moisés!
Finalmente o ídolo pagão, perante quem Moisés Mendes, Miltzarek e outros se ajoelham todos os dias, ao acordar, e todas as noites, ao dormir, acaba de se FERRAR. O Ministro Edson Facchin acaba de retirar o inquérito das Fake news – o AI-5 do Século XXI – das mãos do TIRANO MORAES, e tomá-lo para si. O próximo passo, e Facchin já adiantou isso, será o ARQUIVAMENTO definitivo deste instrumento de EXCEÇÃO, de arbitrariedade, de CENSURA, de AMEAÇA, de CHANTAGEM, de VIOLÊNCIA estatal, algo somente visto no Estado Novo, do Ditador FASCISTA Getúlio Vargas e no AI-5 do Regime Militar. Fim da linha para Alexandre de Moraes. Fim da linha para mais um projetinho de TIRANETE no Brasil. Sem seu inquérito de estimação, Alexandre de Moraes ACABOU !
09 de setembro de 2026, uma data histórica para a naçãobrasileira: o dia em que XANDÃO virou XANDINHO. Sem o inquérito das fake news, que Facchin avocou para si, e vai mandar para a posteridade do ARQUIVO, O TIRANETE ficou pelado com a mão no bolso.
Cadê o Gerson Miltzarella?
Gerson, TODAS as pesquisas estão erradas?! Todas? Todinhas, 100% das pesquisas são falsas, são golpes, são mentiras, são pesquisas bolsonaristas? Todas?
Qual pesquisa é válida, Gerson? Aquela feita dentro de um diretório do PT ou num comício do Lula?
Rapaz…
https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2026/09/09/pesquisa-para-presidente-2026-hoje-veja-novos-levantamentos-atualizados.ghtm
Quem faz reportagem investigativa são o Intercept e o Jornal GGN. A grande mídia só faz bater tambor.