Jornalões tentaram empurrar uma conservadora para a chapa do fascismo
Estadão, Folha e Globo tentaram enfiar o nome de Tereza Cristina na chapa de Flávio Bolsonaro. A história de que a senadora seria a vice da extrema direita era tudo armação de um grupo de colunistas dos jornalões.
Todos sabiam que o PP já havia decidido que não iria enfiar a mão na cumbuca da eleição para presidente. Mas tentaram criar um fato, com um furo que virou uma fake news.
Já está decidido. O PP não quer Tereza Cristina de vice do filho ungido, porque sabe que será uma fria. Se ela quiser apoiá-lo, é outra conversa. Mas o que ganharia com isso?
Tereza Cristina é uma conservadora ligada ao agronegócio, não é alguém que se acomode com naturalidade entre extremistas de direita. Não é, ao contrário do que jornalistas da grande imprensa insinuaram, um Caiado de saias.
Os jornalões imaginaram que, se a senadora aderisse à chapa, chamaria todo o partido para o lado do candidato rejeitado pelo centrão.
Também é decisão estadual, de cada unidade da federação, a formação de alianças do PP com o PL. Como aconteceu no Rio Grande do Sul, onde o PP acabou apoiando o candidato do bolsonarismo, coroné Zucco, ao governo do Estado.
O PP pode ter entrado numa fria, porque no resto do país são raras as alianças semelhantes entre o partido e o PP, como aconteceu no Distrito Federal e no Tocantins.
Parte do PT pode até discordar, em nome da pureza partidária, mas o partido tem alianças consolidadas ou em estudos com o PP na Paraíba, no Piauí, no Maranhão, no Ceará, em Alagoas e em Pernambuco.
O resumo do alcance das alianças até agora é o seguinte, considerando todas as aproximações do PT, não só com o PP. Lula tem palanque em 25 Estados. Flávio ainda não tem em 10.
Azar da velha direita gaúcha, que se apressou e se transformou em aliada do bolsonarismo, ao descobrir agora que o coroné Zucco é um candidato fraco.
Mais do que o problema da aliança com um partido em desgraça, o escolhido é considerado abaixo da média histórica da direita no Estado. Não tem discurso, não tem ação política e não tem carisma.
A direita gaúcha pegou um pangaré do bolsonarismo, que só troteia e dificilmente irá galopar.

Ué, mas os jornalões e os institutos de pesquisas não estavam tentando se livrar do filho ungido para empurrar o Caiado?
Não seria melhor os colunistas conversarem com o Caiado e com o proprietário do PSD para montar a chapa com a Tereza Cristina, que é boa de voto?
Moisés, você precisa se decidir. Uma hora diz que a direita quer o Caiado e vai derrubar o Flávio; no mesmo instante, jura que a direita quer uma chapa forte de Flávio com Tereza Cristina.
Não faz sentido, Moisés! Não faz o menor sentido! Fora que você jura que colunistas decidem para os partidos! Em que mundo você está, Moisés?
Pelamordideos nozinhora!
Teve um caso de um cara da RBS que embarcou na mesma canoa furada.