Lembra daquele cara? Pois ele aplaude a matança
É muito ruim ver conhecidos nossos, alguns ex-colegas de trabalho, apoiando a matança no Rio em nome de um antilulismo doentio.
Não só apoiam como aplaudem com entusiasmo, como li agora há pouco em texto de facebook que apareceu diante de mim por acaso.
A sensação é aquela do espanto que, no ambiente em que vivemos desde 2016, nem deveria existir mais: mas até tu, meu amigo?
Mesmo que não se conviva mais com o ex-colega há muito tempo, o sentimento é de que o bom seria nem ter visto o que ele escreveu.
A brutalização disseminada pela extrema direita está cada vez mais perto de todos nós. Nossos amigos sensíveis que adoram plantas e bichinhos aplaudem matanças. Alguns até poetas são.
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PESQUISA
O Datafolha, que tudo pesquisa, deveria tentar saber o que os brasileiros pensam da matança no Rio.
Mas como formular a pergunta? A pergunta, dependendo de como é feita, pode levar a todo tipo de resposta.
A opinião do brasileiro médio sobre a matança pode ser apavorante, mas nunca surpreendente.
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FALTA O MARCOLA
Sergio Moro, Flavio Bolsonaro, Sóstenes Cavalcante, Carluxo, Caiado e muitos outros dessa turma falando sem parar de combate ao crime organizado.
Mas vou esperar a opinião do Marcola, do Ronnie Lessa e do Fabrício Queiroz.
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GAME
É a manchete do Globo:
Megaoperação foi planejada 2 meses antes: mapa interativo mostra ação da polícia
O jornal que apoiou a chacina, defendida em editorial, oferece um mapa interativo sobre as ações da polícia.
É o game do Globo. Não é um recurso gráfico crítico, mas a reafirmação de que o Globo aceita tudo, porque é assim que a coisa funciona.

Para o Moisés Mendes e a esquerdalha o correto é deixar tudo como está. Narcotraficantes comandando territórios, escravizando os moradores, cobrando de gente pobre todo o tipo de taxas e pedágios, instituindo o seu próprio Poder Judiciário – o Tribunal do Crime, que aplica penas de TORTURA e de MORTE, estuprando meninas e mocinhas nos bailes FUNK, espancando as meninas que se recusarem a beijar os “PARÇAS” dos chefes locais, despejando famílias com quem eles não “vão com a cara”, impondo toques de recolher e “LEI do silêncio”. Bom viver assim, né ? Algum pesquisador já procurou contabilizar quem são os candidatos a deputado federal, deputado estadual, vereador, prefeito, governador, senador, presidente da República mais votados no Complexo do Alemão, no Complexo da Penha, na Cidade de Deus, e nas outra comunidades dominadas pelo Comando Vermelho ? Os mapas eleitorais estão à disposição no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. São dados públicos, basta ter “vontade” de pesquisar. Os resultados, posso garantir, não vão surpreender absolutamente ninguém.
Megaaberração foi planejada durante dois meses: pilha s de mortos, quatro policiais (dois do BOPE) mortos e o alvo principal foragido, com aceno de recompénsa de 100 mil reais por qualquer pista de paradeiro.