LETÍCIA E O OGRO

Todo mundo já sabe, de Camaquã a Ibicuitinga, que a jornalista Letícia Duarte foi chamada de vagabunda, mentirosa, maliciosa, idiota e puta, durante entrevista com Olavo de Carvalho para um perfil publicado agora pela revista The Atlantic.

O sujeito estava irritado com um texto anterior de Letícia sobre a figura grotesca do entrevistado. Olavo queria ser melhor retratado.

Muitos podem perguntar: mas como alguém continua a conversa depois de tantas agressões? Um alguém poderia cair na armadilha e ir embora. Não Letícia Duarte.

Quem acompanha o que ela faz sabe que não desistiria tão facilmente. Eu sei porque leio quase tudo que Letícia escreve, desde quando era foca e muitos anos antes de se mudar para os Estados Unidos (mora agora em Nova York e faz mestrado na Columbia).

Posso dizer que sei também porque conheço Letícia. Se fosse mais exibido, diria que trabalhei com Letícia na mesma redação de Zero Hora.

Mas não vou dizer nada disso, nem que tomávamos café juntos e que eu me lembro da sua alegria quando conquistou o primeiro prêmio nacional.

Digo apenas o que todos já sabem, que Letícia é um dos grandes nomes do jornalismo brasileiro hoje. Está na área de comentários o link para uma reportagem que ela fez com refugiados sírios em 2016.

É daquelas maratonas que te deixam exaustos só de pensar como uma aventura como essa (incluindo a aventura do próprio jornalista) começa e como parece que nunca termina.

Essa é a minha amiga Letícia Duarte, que pôs, não o dedo, mas seu texto forte na cara do ogro Olavo de Carvalho, o oráculo da idiotia brasileira.

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