MANDETTA CUTUCA BOLSONARO

Luiz Henrique Mandetta está cada vez mais à vontade nas entrevistas coletivas compartilhadas, inventadas por Bolsonaro para tentar esvaziá-lo. Mandetta brilha cercado de medíocres.

Hoje à tarde, ele não perdeu a chance de cutucar a burocracia do governo ao responder a mais uma pergunta sobre os brasileiros que passam dificuldades.

O repórter não falou nada sobre demora nas ações do governo, mas na realidade das pessoas que estão sem trabalho.

Mandetta disse que processos que resultam em entraves burocráticos terão de ser avaliados depois da pandemia. Era uma crítica à demora do próprio governo em liberar a ajuda de R$ 600.

O que ele não disse é que a demora não deve ser atribuída à burocracia, que poderia ter sido poupada.

O dinheiro não sai por causa das enrolações de Paulo Guedes e Bolsonaro, que pretendiam liberar apenas R$ 200 aos trabalhadores informais, foram pressionados pelo Congresso e não sabem ainda de onde tirar o dinheiro, que existe para as grandes empresas, mas não para os pobres.

Logo depois, o general Braga Netto, que coordena a coletiva (e dizem que comanda todo o governo), questionado sobre a demora do governo em definir o socorro aos trabalhadores, saiu em defesa de Bolsonaro e, com alguma sutileza, devolveu a crítica a Mandetta.

Sem se dirigir diretamente ao ministro da Saúde, o chefe da Casa Civil disse, como se passasse um pito na repórter que fez a pergunta e no próprio Mandetta, que as pessoas têm que saber que é preciso seguir um rito legal.

Foi o que aconteceu, segundo ele, na intervenção no Rio em 2018 (por ele comandada), quando os recursos demoravam para ser liberados por questões legais. Mas desta vez ele acha que o governo está sendo muito ágil.

Tanto Mandetta quanto o general não responderam ás perguntas feitas pelos jornalistas. Cada um falou do que achou que deveria falar. E Mandetta aproveitou para voltar a provocar o chefe inseguro.

Mandetta é o rei do mesão. Brilha mais do que no período em que esteve sozinho, tendo ao seu lado apenas assessores do ministério.

Hoje, o mesão teve a participação de Damares e de Álvaro Antonio, o chefe dos laranjas da campanha eleitoral de Bolsonaro.

Amanhã, pode aparecer o chanceler Ernesto Araújo, que talvez fale sobre como vê a disseminação da pandemia numa Terra plana.

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