Medalhas que incomodam

A direita não sabe como lidar com o sentimento-comichão que a inquieta desde que ficou sabendo que os atletas brasileiros com medalhas têm, em sua maioria, o suporte das Forças Armadas. E que o projeto de apoio a atletas de ponta foi gerado, em 2008, dentro de um governo de esquerda.

A direita sempre tenta usar os militares para cometer alguma imoralidade, como os golpes que derrubaram sucessivos governos. O último, de 1964, foi idealizado pelos civis e executado pela estrutura mobilizada pelos generais.

O golpe mais recente nos oferece um consolo. Os militares ficaram de fora. A manobra civil do pessoal do pato da Fiesp e de outras aves e seus aliados que nunca vencem eleições foi articulada com o Congresso sem interferências das Forças Armadas.

Eu já disse que não me incomodo ao ver atletas batendo continência no pódium. E vou me convencendo de que a reverência é um justo reconhecimento a um projeto vitorioso.

A direita, que prefere recorrer aos militares para conspirar contra a democracia, deve estar bem incomodada. No Brasil, ultimamente a direita só ganha golpe. 

One thought on “Medalhas que incomodam

  1. É uma prática antiga, começou na década de 50 com o futebol.os países socialistas, impedidos de competirem com atletas profissionais em esportes de equipe como voleibol, basquete, futebol, passaram a incorporá-los ao exército, ao contrário dos estados unidos, por exemplo, que competiam com equipes universitárias. A maravilhosa seleção húngara, medalha de ouro em Helsinque em 1952, e vice campeã mundial de futebol em 1954, era formada por dois times incorporados às forças armadas húngaras. Cuba, com mais medalhas de ouro em olimpíadas que o Brasil, tinha atletas olímpicos oriundos das forças armadas, na época em que praticamente toda a economia cubana era financiada pela russia. Yelena Isimbayeva, medalha de ouro em salto com vara. é comandante militar na Rússia. Tomara que, desses atletas brasileiros, não lhes sejam exigido esforços a níveis insuportáveis com a intenção de transformá-los em máquinas. Nos regimes socialistas, esse detalhe não tem a mínima importância, absolutamente.

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