MULHERES

Para não esquecer, neste 8 de março Dia Internacional da Mulher: vivemos num país em que o presidente da República é processado pelo Supremo por injúria e por incitação ao estupro de mulheres.

Não deve ser por nada que esse é um dos países em que mais aumenta, com espancamentos, mutilações e mortes, a violência contra companheiras, namoradas, esposas, ex-esposas, ex-namoradas, ex-conhecidas.
A manchete da Folha de hoje denuncia: 119 mulheres foram mortas em janeiro no Brasil por feminicídio, pelos homens que convivem ou conviveram com elas. Quatro mulheres são mortas por dia.
A expressão da deformação do macho brasileiro hoje é o presidente da República, inspirador de muitos dos assassinos de mulheres.
Esse presidente da República atormentado, quando deixar o cargo que não consegue ocupar sem a tutela de militares, terá de se entender com a Justiça sobre as ofensas e grosserias contra a deputada Maria do Rosário, que não foram dirigidas apenas à deputada.
Bolsonaro atacou covardemente Maria do Rosário para ofender e tentar desqualificar todas as mulheres brasileiras. Mas ela enfrentou Bolsonaro.
Neste 8 de março, não esqueçamos que Bolsonaro foi confrontado com suas fraquezas e suas crueldades por Maria do Rosário e pelo deputado Jean Wyllys.
Uma mulher e um gay não fugiram de Bolsonaro. Jean teve de abandonar o país para continuar a enfrentá-lo. E Maria do Rosário resiste no Congresso, em nome de todas as mulheres.

 

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