NOS PÂNTANOS DO JUDICIÁRIO 

O grande negócio no Brasil hoje não é mais a especulação financeira. Especulação com dinheiro é coisa antiga, consagrada, manjada demais.

A nova especulação é a judiciária. Ser advogado hoje é o melhor negócio no Brasil.

Tudo passa por algum imbróglio na Justiça e assim passa também por advogados, juízes, desembargadores das baixas e altas cortes, promotores, procuradores e assemelhados.

Quase nada se resolve hoje sem um conflito, sem um longo debate sobre leis que cada um interpreta como quiser, em qualquer área.

O conflito existe antes do fato existir. E só advogados resolvem ou ampliam atritos e desentendimentos legais ou ilegais, com a ajuda ou a atrapalhação dos juízes.

O Brasil virou uma indústria de conflitos produzidos por toda parte. E tudo tem que passar por um advogado. O que não passar estará condenado a não seguir em frente.

A cada dia, antes mesmo de sair de casa, qualquer cidadão estará sempre sob o risco de ter de procurar um advogado. Porque o poder econômico e o poder político descobriram que a grande arapuca a serviço deles é o Judiciário.

O Brasil é um país sob controle dos togados e dos que vivem desse poder ao redor da toga. É a economia endinheirada da confusão e do imbróglio.

A nossa vida cotidiana, os pequenos e os grandes gestos da democracia, a política e até os nossos sonhos são comandados pelo que se decide no que deveria ser a Justiça.

Ser advogado hoje no Brasil é mais importante do que ser banqueiro, porque os banqueiros se livram de tudo (inclusive de dívidas bilionárias com o governo) porque têm as leis sempre ao lado deles e os melhores advogados.

Nós quase sempre temos apenas os mais esforçados.

 

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