O 8 de janeiro não tem fim
Davi Alcolumbre e Hugo Motta fizeram as contas e decidiram que o melhor talvez seja se afastar de eventos sobre o 8 de janeiro. Os dois são as figuras mais visíveis dessas ausências. Mas muita gente está mandando dizer: me deixem fora disso.
Alcolumbre e Motta devem apresentar atestado porque o cálculo político a ser feito, em ano de eleição, é o da sobrevivência. Chega de defesa da democracia. Agora, é disputar voto para a direita, mesmo que no caso de Alcolumbre o mandato lhe assegure mais quatro anos no Senado.
É preciso juntar voto para toda a direita. Hugo Motta necessita do eleitor para a própria sobrevivência em bons níveis. Mas o que importa para os dois é fortalecer a velha direita e assim ficar sempre por perto do que a extrema direita impositiva determina.
A direita antiga, cada vez mais subjugada, precisa manter Lula sob controle e o Supremo sob ameaça permanente. Não faz bem ir eventos, no Planalto e no STF, que tentam preservar a memória do 8 de janeiro como o episódio que mais expressa o fracasso do fascismo e a vitória das instituições.
Motta, Alcolumbre e outros do vasto e vago campo democrático poderão até se reaproximar de Lula, de Moraes e do Supremo mais adiante. Mas não agora, em eventos pela democracia.
Querem desfrutar da retórica genérica dos bons modos protocolares, mas sem afrontar em cerimônias efusivas o fascismo capilarizado em suas bases, o que ajuda a manter Bolsonaro como morto vivo até em pesquisas do Datafolha.
O golpismo permanente ainda soluça, para provar que pode ser acionado com mais força, enquanto Moraes responde dizendo que sabe dessas vidas, mesmo as mais precárias.
Sabe que Malafaia vive como bolsonarista intenso, mesmo pareça só na moita, tanto que mandou que seja intimado a explicar por que chamou os generais do alto comando do Exército de cambada de frouxos, cambada de covardes, omissos que não honra a farda que vestem.
Talvez não aconteça nada com Malafaia, que produziu a ofensa em abril, mas Moraes avisa que, apesar das tentativas de cercá-lo, não se sente intimidado. O ministro e o sistema de Justiça podem se sentir exauridos, mas o serviço ainda está incompleto.
O 8 de janeiro é a data que mais representa a tentativa de golpe, como teatro. mas não tem as principais figuras da trama. Os personagens da invasão de Brasília não são nem coadjuvantes nas tentativas de explicar o que aconteceu.
Foram figurantes levados a Brasília por gente ainda impune, os financiadores que repassaram recursos a laranjas e transformaram essa dinheirama em dinheiro miúdo.
Os grandes financiadores do golpe, não só no 8 de janeiro, são os personagens inalcançados até agora. Continuam atuando em acampamentos virtuais do bolsonarismo, com bandeiras às costas, e a maioria goza da certeza de que escapará.
Alcolumbre e Motta não podem ficar mal com essa gente, que até 2018 atuava em suas cidades médias e pequenas apenas como reacionários, que todo mundo conhece, e em algum momento assumiram a condição de militantes fascistas.
No evento do ano passado no Planalto, no segundo aniversário da invasão, o ministro Edson Fachin leu essa frase de discurso do então presidente do STF, Luis Roberto Barroso:
“Os atentados de 8 de janeiro foram a face visível de um movimento subterrâneo que articulava um golpe de Estado”.
Os integrantes da face visível foram expostos como criminosos e condenados a até 17 anos de prisão. O movimento golpista subterrâneo continua, e nem é tão subterrâneo assim.
(A foto é de Marcelo Camargo, da Agência Brasil)

O Moises Mendes já ENCHEU O SACO com esse negócio de “golpistas”, “fascistas”, “8 de janeiro” e “Alexandre de Moraes”. É o jornalista mais monotemático do Brasil. Só escreve sobre isso, mais nada. Sobre o ESCÂNDALO do assalto aos aposentados e pensionistas do INSS, silêncio absoluto. Sobre o ESCÂNDALO do banqueiro ostentação Vorcaro e sua rede de proteção nos mais altos escalões dos Três Poderes, não escreve uma linha sequer. aí já tá me parecendo princípio de senilidade, tá me lembrando aquele personagem do Ronald Golias, o Professor Bartolomeu Guimarães, que toda vez que despertava de seus constantes cochilos soltava a mesma frase: “fui historiador na época de Janio Quadros”. Com todo respeito, Moisés, vc está insuportavelmente chato. Para a alegria do Neri, do Miltzarek, do Pedro Paulo (aliás, que fim levou o Pedro Paulo ?) E CIA/, acho que vou ter que me despedir aqui do blog. Não dá mais pra aguentar tanta mesmice.
Do Vorcaro o Moisés falava bastante na época da prisão do CEO. Ele associava o banco e Vorcaro ao crime organizado e a Tarcísio de Freitas. Mas assim que ele soube que a Dra. Viviane Barci assumiu a defesa do banco, parou na hora de escrever sobre isso e ainda disse que o banco era pequeno, que era um problema menor para o sistema bancário e a economia brasileira. Só faltou dizer que era um banco progressista.
O que mais me espanta, é que o Moisés exige coragem de todos os jornalistas, xinga todo mundo de covarde, mas se borra todo só de saber que a esposa de Moraes fez um contrato para a defesa do Master.
Ele é tão corajoso, que jamais escreveu uma única linha sobre como a Janja foi derrubando a popularidade do marido ao longo do terceiro mandado. Uma criticazinha sequer!
É fácil bater na Malu Gaspar e chamar isso de coragem.
Eu só voltei aqui porque as análises do Moisés 100% erradas chegam a ser chamativas. Ele realmente acreditou que vice-presidente da Venezuela ia declarar guerra aos EUA e que não houve traição a Maduro dentro das Forças Armadas. O cara quer guerra, que ver jornalista “corajoso” sequestrado, torturado. O cara é corajoso com a coragem dos outros.
Eu e Ferdinando não somos a mesma pessoa. Ferdinando é mais culto do que eu, menos debochado, menos piadista, fazendo referências refinadas ao Direito e à cultura popular antiga. Eu sou de esquerda e cômico, quase doido. A prova de que sou de esquerda é que leio a Folha de São Paulo. A prova de que Ferdinando é de direita é que ele odeia a Folha.
Hoje encontrei um incentivo para deixar de ler o Blog do Moisés, pois eu apreciava os comentários do Ferdinando por aqui, justamente porque louvo o contraditório.
Mas não tenho mais como aguentar os textos do Moisés também.
Saudade do Blog do Eduardo Guimarães, que cobrava a Folha sim, mas nunca a atacava.
Adeus.
8 de janeiro, Dia Nacional do Fortalecimento da Democracia. Adeus, fascistas!!
Passando para desejar um feliz dia do ” patriotário a todos os facistas, em especial aos comedores de merda de cigano, que, insistem em querer saber tudo, mas só levam mijadas do neri, quase que diariamente, e nao aprendem.