O arcabouço e o cerco a Lulinha estão de volta

Não há o que dizer de PIB, emprego, inflação, investimentos estrangeiros e outros indicadores, para tentar falar mal de Lula e do governo.

Em todas essas áreas as notícias têm sido boas, e em alguns casos excepcionais, não só agora, mas desde o início do terceiro governo de Lula. Então, que voltem às manchetes dos jornalões o
arcabouço fiscal e o cerco a Lulinha.

O arcabouço é a pauta do velho testamento da direita, agora retomada pelos comentaristas alinhados ao centrão e ao que chamam de campo liberal, mas que é na verdade o vasto mundo da velha direita agregada do bolsonarismo.

Lulinha será investigado pela Polícia Federal em inquérito aberto por determinação de André Mendonça. Essa é a suspeita: Lulinha teria atuado com a empresária Roberta Luchsinger no mercado de canabidiol em favor de uma empresa ligada ao Careca do INSS.

Lulinha seria assim suspeito de tráfico de influência na autorização da comercialização de cannabis medicinal em programas ligados ao Ministério da Saúde. O filho de Lula teria agido no ministério e no gabinete da presidência.

Se o plano para cercar Lulinha de novo der certo, ele será notícia no pico da campanha eleitoral, como contraponto ao envolvimento de Flávio e outros da direita com Daniel Vorcaro e as máfias das emendas.

Não será preciso encontrar provas. Basta vazar informações de intrigas vindas da PF para Malu Gaspar, que está há meses em abstinência de vazamentos relevantes.

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COLEGAS
Para que não esqueçamos. Miriam Leitão, que Paulo Figueiredo agrediu com frases que não vou repetir aqui, é colega de Andréia Sadi na Globo.

E Paulo Figueiredo é fonte de intrigas da direita de Andréia na GloboNews, como se fosse uma figura pública qualquer. Mas não é.
Ter Paulo Figueiredo como fonte equivale a ter um bandido qualquer na agenda.

5 thoughts on “O arcabouço e o cerco a Lulinha estão de volta

  1. Ontem li no noticiário a PIADA da década: a corrupta, assaltante de dinheiro público, Cristina Fernandez Kirchner, cumprindo pena em prisão domiciliar, condenada em todas as instâncias do Poder Judiciário da República Argentina, anuncia recurso à Comissão de Direitos Humanos da ONU, para rever a sua condenação kkkkkkkkkkkkkkkkkkk Gargalhando até agora. Como se uma comissão dessa ONG INÚTIL chamada ONU tivesse algum poder de rever penas aplicadas pelo Poder Judiciário de um país soberano. A corrupta condenada acha que a ONU é a quarta instância do Poder Judiciário da República Argentina. Só dando risada mesmo.

  2. Moisés, dependendo do bandido, é importante tê-lo na agenda. Um bom Exemplo de fonte bandida foi o delator Gritzbach, que, antes de ser assassinado pelo PCC, ofereceu informações muito importantes para alguns jornalistas entenderem como funciona a engrenagem da organização criminosa com o mercado de criptomoedas e o envolvimento de policiais com o crime.

    Você precisa respeitar o jornalismo, Moisés. Pare de atacar essas moças tão cheirosas, tào competentes e profissionais da grande imprensa. Isso se chama misoginia no nosso ordenamento jurídico.

    1. Se o demencial projeto de lei da criminalização da misoginia, inacreditavelmente aprovado no Senado, mas engavetado na Câmara, fosse definitivamente aprovado e sancionado, o Moisés Mendes estaria neste momento preso numa penitenciária à espera de uma condenação de até cinco anos de reclusão, isso só no caso Malu Gaspar. E tem gente que ainda defende essa monstruosidade jurídica.

  3. O mentiroso Lula disse que não interferiria nas investigações da Polícia Federal para proteger o Lulinha. Mas foi DESMASCARADO. Mandou a sua Polícia Federal pedir ao Supremo a abertura de um inquérito em separado, de livre distribuição por sorteio, para escapar de André Mendonça. Mas se fudeu bonito, e sem VASELINA. Alexandre de Moraes, no exercício da presidência, mandou distribuir por sorteio. E quem foi o ministro sorteado ? Ele, ANDRÉ MENDONÇA. É o velho ditado: “a esperteza quando é grande, acaba engolindo o esperto:”. E o marido da Janja tomou na cabeça. Bem feito.

  4. “A luta contra o fascismo é a continuação da luta anticapitalista. Lutar contra o fascismo sem mencionar a origem daquilo que o fascismo é, a última ponta defensora que é o (do) capitalismo, é lutar contra as consequências sem enfrentar a origem. A tendência capitalista contemporânea é nos colocar o tempo inteiro enfrentando emergências. É nos converter em bombeiros de emergências pra todos os lados. É levantar focos de incêndio pra todos os lados e nos obrigar a tentar combater todos ao mesmo tempo. Todos são graves, todos são sérios, todos são problemas.

    E essa é uma tática que vem desde a Segunda Guerra Mundial, mas que se intensifica a partir dos anos 90. E como é que a gente foi resolvendo? Foi resolvendo com atuação burguesa, com dinheiro burguês para curar ferida que a própria atuação burguesa provoca.

    Essa foi uma fórmula genial do próprio Banco Mundial, repetida todos os dias na prática dos aparelhos privados da hegemonia burguesa, que é: ‘podem vir falar comigo pra todos os problemas. A gente ajuda a financiar todos os problemas. Nós só não discutimos filosofia.’

    Não basta ficar denunciando A, B, C, D ou E, por mais que isso seja importante. Nós precisamos de uma comunicação coletiva, uma informação para a população. Não temos isso há décadas. O nosso espaço no Parlamento encolhe e o nosso contato com as massas se reduz.

    Voltemos a pensar filosofia, voltemos a enfrentar os fundamentos, voltemos a ser radicais, não histéricos, mas ser radicais no nosso comportamento, pra que, se tivermos de fazer alianças, que tenhamos a coragem de mostrar as contradições das alianças que somos obrigados a fazer para que não percamos o rumo do futuro. E nós precisamos dele.”

    Esse é um trecho essencial de uma palestra de Virgínia Pontes, doutora em Filosofia pela Universidade de Paris X e professora de História do curso de pós-graduação da Universidade Federal Fluminense (UFF), que nos adverte para não perdermos de vista a origem do fascismo e todas as ações deletérias do capitalismo para manter a hegemonia de classe.

    Alguma dúvida de que praticamente todos os movimentos de Trump, Netanyahu, Milei, da ‘fadrilha’ e dos demais representantes da extrema direita são friamente calculados só para nos manter feito baratas tontas diante do caos?

    A volta do tarifaço, a participação de Milei na convenção de lançamento da candidatura de Tariflávio, as briguinhas na fadrilha, a volta à baila do nome de Fábio Luís Lula da Silva para atingir Lula e todo o pacotão de maldades que a imprensa burguesa e seus amiguinhos ainda vão entregar até às eleições fazem parte do velho e conhecido modo de agir da classe dominante. Como lembrou a professora Virgínia Pontes, nunca foi fácil e nunca será.

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