O Banrisul e os bueiros

Estão dizendo com insistência que não vão vender o Banrisul. Agora, talvez não. Não hoje, nem amanhã, mas uma hora vão. É irreversível. Eles vão vender tudo no Brasil, no Rio Grande do Sul, na Bahia. A Caixa Federal, o Banco do Brasil, a Petrobras, os fios de cobre da iluminação pública, o serviço de água, tudo, tudo.

Se o juiz Sergio Moro dissesse que os delatores pertencem ao serviço público, como acreditam em tudo que o juiz diz, até os delatores seriam vendidos. Tudo se vende hoje, se a coisa pertence ao Estado, ou seja, se é de todos nós.

Vendem a preço de banana, de alface, de rabanete. Os homens no poder hoje, na maioria das cidades e Estados, foram programados para vender ou fechar tudo. A única tarefa deles é se desfazer do que o setor público tem.

Os serviços podem ficar ainda piores, porque assim eles venderão o que sobrar, sempre sob o argumento de que não funcionam.

Os governantes hoje são tarefeiros dos que pretendem se apoderar de todo o Estado. É uma tarefa velha, se sabe, mas que foi aperfeiçoada com os efeitos ‘moralizadores’ do golpe.

Aqui no Rio Grande do Sul, quando venderem o Banrisul e o pouco que resta, sobrará para o Estado apenas o Sartori.

A prefeitura de Porto Alegre ficará apenas com as tampas de bueiros que estão afundando. O prefeito da Capital daqui a pouco será gestor de tampas de bueiros que afundam. Se é que não vão quer vender os bueiros.

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