O beato tucano Clovis Rossi

É mais do que desrespeitoso, é asqueroso o artigo assinado pelo senhor Clovis Rossi, na Folha, sobre o PT e sobre Lula. Rossi escreveu certa vez que era amigo de Lula, porque o PT estava no poder e era preciso bajulá-lo.
Agora, aliado aos golpistas, é amigo de Aécio, de Serra, do jaburu e seus cúmplices e vem massacrando Lula. Segundo ele, “o PT deixou de ser um partido para se transformar em uma seita que adora um único santo, um certo Luiz Inácio Lula da Silva”. É a linguagem de um Diogo Mainardi.
Partido mesmo, para Rossi, é o PSDB. Rossi é um dos tantos casos em que o jornalista não só se bandeou sem culpas para a direita como passou a expressar suas posições mais nojentas e reacionárias.
Rossi é, ao lado de Alexandre Garcia, uma das figuras patéticas da velha guarda da imprensa brasileira.
Para alguns, é difícil envelhecer bem em meio às tentações de um golpe.

2 thoughts on “O beato tucano Clovis Rossi

  1. O Rossi é, na verdade, um lambe-botas antigo e leal da família Frias. As posições dele, que engraçado!!!!, sempre coincidiram com as da família Frias. É aquele tipo de jornalista que diz “nunca interferiram em nada do que eu escrevo”. Mas que, engraçado de novo!!!!, nunca o que escreveu esteve distante dos editoriais da Folha. Deve ser gratificante ser livre e expressar exatamente as posições do patrão, que alegriiiiia! Todo órgão de imprensa tem seus apadrinhados eternos. E tu me desculpe, Moisés, pelo que vi era teu amigo, só que o Sant’anna era o mais vistoso da RBS. Podia fazer qualquer coisa. Porque era, com respeito às donzelas, cu e calça com os Sirotsky. E assim existem espécimes na Globo, no Estadão, etc. Isso é histórico, o Flávio Alcaraz Gomes era um desses para a família Caldas, até cometer aquela indignidade de matar uma moça, daí foi abandonado. Isso é mais comum do que maisena.

  2. Nota: nenhum juízo moralista exagerado sobre o Alcaraz Gomes. Pelo que se sabe, cumpriu a pena a que foi condenado. E era, de fato, um grande jornalista. Mas era um desses grudados no saco da família dona dos veículos. Não é que esses caras sejam incompetentes, é que geralmente a competência deles está não a serviço do jornalismo exatamente, mas a serviço do projeto dos donos da casa para aquele momento. E muitos se atiram a esse projeto com intensidade até maior que os próprios donos. São mais realistas que o rei, como se diz.

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