O caos de Cláudio Castro pode falhar, como falhou no 8 de janeiro

Cláudio Castro empurrou os jornalões para abordagens intensas e repetitivas sobre a ‘guerra’ à bandidagem organizada. E, como foi o provocador da pauta, a cada reportagem sobre traficantes e violência nas comunidades, seu nome é citado.

Castro repautou os jornalões, o governo, os cientistas sociais, os comentaristas políticos e todos os que pretendem dar algum palpite sobre o combate ao crime organizado.

E assim, incentivado pelas corporações de mídia, o governador habilitou-se a ser uma figura nacional, com pretensões até de se apresentar como sucessor de Bolsonaro. Castro ressuscitou a
extrema direita.

A chacina foi o 8 de janeiro de Castro que aparentemente deu certo. Criou confusão e morte. O caos é a tática recorrente do fascismo, e foi isso o que ele pretendeu transmitir: sintam-se seguros com nossos tiroteios, porque mais adiante colheremos resultados.

O 8 de janeiro de 2023 levaria à reabilitação do bolsonarismo pela confusão que conduziria a outras confusões e ao golpe. A chacina produziria o impacto da caçada e da matança e levaria a outros efeitos políticos favoráveis à direita.

Porque é preciso confundir mental e emocionalmente as pessoas no que seria a guerra contra o tráfico, que agora é também uma guerra ao terror. Ninguém pode parar para pensar no meio de uma guerra.

É tudo pela confusão, pelo tiroteio, pela violência e pela destruição. A invasão do 8 de janeiro foi um fracasso, e a ‘operação’ no Alemão e na Penha teve a repercussão conhecida.

Não são a mesma coisa, mas são parte da mesma estratégia de atacar e armar o caos, com cenários confusos, para que a direita capitalize o sentimento de que busca a ordem sempre quebrando e atirando.

O 8 de janeiro levou milhares de manés a tombarem diante da Justiça por Bolsonaro. A invasão das comunidades sacrificou quatro policiais, que morreram na operação.

Morreram por Claudio Castro e pela tentativa de encurralar Lula, mas oficialmente tombaram em nome da lei, da ordem e da paz. A extrema direita não constrói nada, só ataca, quebra e mata.

Com o tempo a ‘operação’, tem tudo para dar errado como ideia, como aconteceu com o 8 de janeiro. Vai prevalecer o sentimento de que foi mesmo só uma matança.

3 thoughts on “O caos de Cláudio Castro pode falhar, como falhou no 8 de janeiro

  1. O Moisés é a favor da ocupação do território pelos traficantes. Os policiais subiram o morro para cumprir ordem judicial, mas o Moisés acha que os moradores de favelas devem obedecer apenas à lei dos bandidos, para que fique tudo bem, tudo pacificado e em silêncio. Os traficantes cometem crimes hediondos contra moradores dos morros, mas o Moisés acha que esses moradores não precisam da polícia do estado ali para protegê-los, pois isso pode causar confusão e, claro, prejudicar o governo Lula.

    A foto do horroroso e obtuso governador do Rio nunca mais saiu deste blog, mas são os jornalões que falam dele. Apenar do Moisés escrever sobre o Claudio Castro a cada 20 minutos, são os “jornalões” que escrevem muito sobre ele.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Website Protected by Spam Master


3 + 1 =