O ditador e dona Marisa Letícia

O jornalista Hélio Schwartsman, um dos mais importantes colunistas da Folha de S. Paulo, escreve hoje que odiar alguém e desejar sua morte não é crime.
E que mesmos os médicos que desejaram a morte de dona Marisa Letícia talvez estivessem reproduzindo na internet o que antes era apenas conversa de bar. E tudo bem.
Mas agora vem a parte mais profunda do raciocínio dele. Diz o jornalista-pensador da Folha: “Antes que petistas mais afoitos me xinguem, lembro que tanto eu como eles celebramos a agonia e a morte do ditador Francisco Franco, para dar um único exemplo. Fazê-lo foi um crime? Parece-me claro que não”.
Pronto, o jornalista-pensador, como não é afoito, e certamente depois de muito pensar, saiu a procurar personagem e circunstância exemplares semelhantes ao do episódio que envolveu dona Marisa Letícia.
E viajou então até à Espanha da década de 70 do século passado para encontrar Francisco Franco morto e ódio por todo lado. Franco foi um dos mais cruéis ditadores de todos os tempos.
Schwartsman fez uma reflexão digna dos piores ‘pensadores’ golpistas e foi desrespeitoso com a memória de dona Marisa. E depois ainda se surpreendem com o ódio que alguns leitores sentem por certos jornalistas da direita.

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