O estrago do véio da Havan na imagem do Judiciário de Santa Catarina

Olhem a confusão que o autoproclamado véio da Havan provocou na Justiça de Santa Catarina. É o que conta a jornalista Catarina Scortecci, em reportagem na Folha de São Paulo:

FOLHA DE S. PAULO
“Desembargadores que jantaram com Hang se declaram suspeitos em processo sobre dono da Havan

Magistrados relatariam recurso movido por professor que criticou empresário; eles foram convidados pelo para evento em Brusque

A desembargadora Haidée Denise Grin, que em 16 de dezembro participou de um jantar promovido pelo dono da rede de lojas Havan, Luciano Hang, declarou-se suspeita para julgar um recurso envolvendo o empresário.
Ela e ao menos outros 10 magistrados da Justiça Estadual de Santa Catarina estiveram em um evento organizado por Hang em um imóvel histórico de sua propriedade em Brusque (SC).
Conforme informou o Painel, Haidée era relatora do caso desde outubro. Após o episódio vir à tona, a magistrada determinou a redistribuição do processo, “em razão de fato superveniente, consistente no contato estabelecido com uma das partes”.
“Adoto essa medida para que não paire qualquer dúvida sobre minha imparcialidade no exercício da judicatura”, escreveu ela, em despacho assinado em 19 de dezembro, um dia após sua participação no jantar ter sido revelada pela coluna.
Com a redistribuição do processo, o caso foi parar nas mãos do desembargador André Carvalho, que também participou do jantar com Hang.
Em 20 de dezembro, Carvalho declarou sua suspeição para julgar o recurso. “Diante de recente contato estabelecido com uma das partes, a qual, até então, não conhecia pessoalmente, declaro-me suspeito para julgar o presente processo, a fim de evitar questionamentos futuros e garantir a confiança na justiça”, escreveu ele.
Com a decisão de Carvalho, o recurso deve ser novamente distribuído.
A assessoria de imprensa de Hang afirmou que o jantar foi parte de “uma visita à restauração da Casa Renaux, construída há 115 anos, que estava destruída e faz parte da história da cidade de Brusque e do estado de Santa Catarina”.
O recurso em trâmite no Tribunal de Justiça de Santa Catarina foi protocolado pela defesa do professor Guilherme Howes Neto, morador de Santa Maria (RS), que foi obrigado no início do ano a pagar R$ 20 mil a Hang a título de danos morais.
A condenação ocorreu em razão de postagens em redes sociais consideradas difamatórias e ofensivas pelo empresário.
A decisão na Justiça Estadual contra Neto é do juiz Gilberto Gomes de Oliveira Junior, da 1ª Vara Cível de Brusque (SC). Ele é filho do desembargador Gilberto Gomes de Oliveira, que também estava presente no jantar”.

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E agora quem escreve aqui sou eu, o jornalista Moisés Mendes, também processado em quatro ações do véio da Havan.

Acrescento que o juiz Gilberto Gomes de Oliveira Junior, citado na reportagem da Folha, mais uma vez, como filho de um desembargador que também estava no jantar e que tem o mesmo nome, Gilberto Gomes de Oliveira, também me condenou em ação que correu em Brusque.

Por acaso, em quatro ações do véio contra mim, em duas fui absolvido, em São Paulo e Porto Alegre. Na primeira ação, ele perdeu e recorreu. E voltou a perder. Na segunda, perdeu em primeira instância em Porto Alegre e desistiu.

Fui condenado em Brusque, numa terceira ação, e a quarta ação continua tramitando, também em Santa Catarina. É só isso.

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