O FASCISTA ARGENTINO

O Ministério Público da Argentina abriu inquérito contra o sujeito que pregou abertamente o extermínio de negros e inimigos políticos pela pandemia.

Chama-se Julio Carballo o empresário fascista que, frustrado com os baixos números de infectados e mortos na Argentina (1.795 casos, com 70 mortes), atacou o presidente Alberto Fernández e expressou um desejo.

Em entrevista a uma rádio da província de Córdoba, Carballo disse o seguinte, depois de vários comentários sobre a peste:

“Espero que esta pandemia faça uma limpeza étnica que todos nós merecemos, com 5 ou 6 milhões de negros a menos, de peronistas a menos, aí talvez esse país arranque”.

O caso de Carballo estava ontem à noite nas capas dos sites argentinos. A foto que publico é do Página 12, o jornal que conta o que a grande imprensa aliada da direita tenta esconder.

O surpreendente é que o homem milita na União Cívica Radical, um partido historicamente de centro-esquerda. É suplente de deputado da província.

Mesmo que nos últimos anos a UCR tenha se aliado à direita de Maurício Macri, seria raro um caso de extremista dentro do partido. O homem não é apenas reacionário, é nazista.

Na Argentina, o controle da pandemia é exercido por quarentena compulsória, com a prisão de quem circular pelas ruas sem justificativa. É o que explica o baixo contágio.

Abaixo, o áudio da entrevista que, segundo o fascista, era apenas um desabafo pessoal e ‘particular’ que acabou sendo divulgado.

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