O FILHO DE BOLSONARO E O LEONARDO DA VINCI

O deputado Eduardo Bolsonaro compete com o pai na produção de besteiras diárias. A última dele pelo Twitter é uma tentativa de denunciar o Colégio Leonardo da Vinci, de Porto Alegre, que estaria impondo aos alunos a leitura do livro ‘Abaixo a Ditadura’, de Cláudio Martins.
Se estivesse recomendando a leitura, não haveria nada de excepcional ou condenável. Até porque obra e autor são respeitados, e ditadura deve sim ser tema de aula. Mas a escola nunca fez o que ele diz que faz, como a direção já esclareceu.
Pois conto então que há muito tempo, há mais de 10 anos, decidi fazer para Zero Hora uma reportagem sobre leitura nas escolas.
E fui logo ao Leonardo da Vinci pelo reconhecimento que desfruta como colégio que estimula os alunos a lerem.
Me lembro de algumas conversas com adolescentes que me espantavam com o que liam. Não liam apenas os sempre recomendados autores brasileiros. Liam Faulkner, Joyce, Virginia Woolf, Saramago, Borges. Alguns liam por conta, sem recomendação do professor, porque haviam sido estimulados a ler e não conseguiam parar.
Eduardo Bolsonaro nunca leu e nunca lerá um desses autores. Eu posso dizer o que a escola não pode nem precisa, apesar de não depender da minha defesa. O deputado é o melhor exemplo de quem não assimilou e não se sensibilizou com nenhuma leitura relevante.
Mas lembremos que Bolsonaro foi o deputado federal mais votado da história em todo o país, porque faz arminha com os dedos e promete acabar com bandidos, mesmo que nunca alguém tenha visto um Bolsonaro enfrentar um bandido sequer.
A culpa pela produção de besteiras desse analfabeto político, empoderado pelo voto dos paulistas para uma função pública, não é só dele. É muito também de quem o colocou lá para escrever fake news e competir com o pai nas bobagens publicadas no Twitter.

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