O gesto desesperado de Jean Wyllys

É mais do que um gesto pessoal, é um gesto político devastador para a imagem do Brasil. Jean Wyllys decidiu não assumir o terceiro mandato de deputado federal pelo PSOL. Vai deixar o Brasil para tentar sobreviver como exilado em algum lugar.
O mundo ficará sabendo como uma perseguição implacável tira do Congresso e afugenta do país um político que não consegue mais resistir aqui dentro.
Jean Wyllys é ameaçado de morte pelas milícias, há muitos anos, as mesmas milícias e máfias cariocas ligadas à morte de Marielle e à família de Bolsonaro.
Em 2014, Wyllys foi o deputado mais votado do Rio, com 144.770 votos. Em 2018, foi atacado por todos os lados e acusado até de pedófilo pelos bolsonaristas em campanha pelo WhatsApp.
Teve 24.295 votos e quase não se elegeu, apesar de ser o único candidato com apoio gravado em vídeo por Chico Buarque. A extrema direita destruiu Jean Wyllys, que passa o dia todo sob a proteção de uma escolta especial.
“Quero cuidar de mim e me manter vivo”, disse em entrevista à Folha.
Wyllys é perseguido por ser gay assumido, por ser de esquerda, por ser humanista e, principalmente, por ter enfrentado Bolsonaro na Câmara.
Que proteja sua vida como asilado em outro lugar e nos ajude a resistir, onde estiver e do jeito que for possível.

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