O golpe da Polícia Federal nos golpistas
A extrema direita vem tentando passar a certeza de que está jogando sozinha. Está de novo ativa, assertiva e ameaçadora, depois do abalo da eleição perdida e do golpe fracassado.
Mas aí o fascismo leva uma bola nas costas. Como essa agora do vazamento de áudios em que o agente da Polícia Federal Wladimir Soares (foto) revela detalhes de como pretendiam matar Lula e outros alvos.
É uma bomba no colo de Bolsonaro (citado nos áudios como covarde), de Hugo Motta e dos 315 deputados que aprovaram a tentativa de sabotar o processo contra Alexandre Ramagem no Supremo.
O que fica nos áudios vazados pela PF é a frase do sujeito enviada em mensagem a um advogado em janeiro de 2023: “A gente ia empurrar meio mundo de gente, pô. Matar meio mundo de gente. Estava nem aí já, cara”.
Hugo Motta vai insistir na proteção a Ramagem, que foi chefe da Abin e já é réu como participante do núcleo do golpe? A Câmara vai continuar peitando o STF, para que o clima de confronto se mantenha?
E a pergunta mais incômoda, essa para o governo: como um agente que tramava matar Lula era membro da equipe de segurança de Lula?
Como foi que aragongas, especializados em desconfiar de todo mundo, não suspeitaram do histórico e do comportamento de Soares, que está preso desde novembro do ano passado?
O plano só não teve êxito porque os líderes, os planejadores e os executores das ações golpistas estavam e estão até hoje muito próximos da classificação como idiotas.

“Hugo Motta vai insistir na proteção a Ramagem, que foi chefe da Abin e já é réu como participante do núcleo do golpe?”
Resposta: Não, o Motta é um democrata, interessado apenas no bem público e em ajudar o povo. Sendo réu ppr causa da trama do golpe, Ramagem será abandonado por todos os nossos parlamentares, pessoas coerentes, a começar pelo nosso presidente, Hugo Motta.
“A Câmara vai continuar peitando o STF, para que o clima de confronto se mantenha?”
Resposta: Realmente, a Câmera vai respeitar o STF, pois a Câmara é a casa das leis. É uma casa de respeito, que não tem interesse nenhum em manter um clima de confronto contra a casa guardiã da Constituição Cidadã.