O GRILO FALANTE DAS ESQUERDAS

Morreu Ruy Fausto, o filósofo das encruzilhadas das esquerdas e crítico irredutível dos erros do PT.

Esta semana morreram os jornalistas Nirlando Beirão e Luis Edgard e Andrade.

Encontraram o corpo de Ruy Fausto recostado no piano da casa dele em Paris.

A impressão é de que continuam morrendo só os nossos. Os deles parecem que não morrem, ou até a morte deles é uma insignificância que a gente nem fica sabendo.

Um deles nunca morreria recostado num piano.

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Este trecho é de texto de Ruy Fausto na Folha em julho do ano passado, em que ele, como sempre fez, pediu mais empenho do PT em reconhecer que errou por suas “práticas de governo” (numa referência a concessões diversas e à corrupção).

Eis o trecho:

“ (…) continua sendo válida a exigência de uma autocrítica por parte do PT, que não ocorreu de fato até agora, em que pese o que seus porta-vozes disseram aqui e ali. Apesar das aparências, uma autocrítica séria e responsável só reforçaria a percepção do que houve de positivo (apesar de tudo, houve bastante coisa positiva) no que aquele partido legou ao país.
Na ausência dela, tudo fica mais difícil. Não só ficam provavelmente comprometidas eventuais vitórias da esquerda no futuro, mas, ainda apesar das aparências, a própria libertação de Lula se torna, em termos práticos, mais problemática.
Se o PT tivesse feito uma verdadeira autocrítica, muito mais gente teria se empenhado na campanha pela liberdade de Lula”.

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O humor do urubu Agrepinus em tempo de pandemia.

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QUE FAMÍLIA
Todos sabemos que Sergio Moro é o pai da Lava-Jato. Hoje, Gilmar Mendes disse que a Lava-Jato é a mãe do bolsonarismo.
Então, o bolsonarismo seria neto de Sergio Moro?
Carluxo, Eduardo e Flávio Bolsonaro, Weintraub, Damares, Ernesto Araújo e Salles são filhos do bolsonarismo e seriam bisnetos do ex-juiz.
Deltan Dallagnol seria o tio-bisavô. Que família estranha. Olavo de Carvalho seria o quê de Sergio Moro?

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O DIA DO TRABALHO DELE
Frase do sujeito que menos trabalha no Brasil, o cara que faz tiro ao alvo enquanto os corredores dos hospitais misturam vivos e mortos:
“Eu gostaria que todos voltassem a trabalhar, mas quem decide isso não sou eu, são os governadores e prefeitos”.

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AS FRASES
As duas frases estão nas capas dos jornais e foram ditas hoje por Lula e Fernando Henrique, no meio de comentários sobre o Dia do Trabalho.

“As grandes tragédias também são reveladoras do verdadeiro caráter das pessoas e das coisas. (…) A pandemia deixou o capitalismo nu”.
Luiz Inácio Lula da Silva

“O futuro tem que ser construído a partir das condições do presente. São negativas, eu sei, mas são as que nós temos”.
Fernando Henrique Cardoso

A frase de Fernando Henrique parece coisa do Rolando Lero na Escolinha do Professor Raimundo.

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