O IMPASSE DA DIREITA

No que tem de mais óbvio, a pesquisa do DataFolha expõe o drama da direita. Os golpistas não têm um candidato para enfrentar ninguém. Bolsonaro bateu no teto e não é candidato da direita articulada.
Bolsonaro, com 16%, é apenas o falso candidato para meter medo, mas não para ser levado a sério. Será destruído pela própria direita cheirosa, que já começou o processo de demolição do mito da classe média paneleira.
Os outros estão mal: Alckmin e Luciano Huck oscilam entre 6% e 8%, dependendo dos concorrentes, Joaquim Barbosa com 5%, Álvaro Dias com 4%, Fernando Collor, 2%, e Henrique Meirelles e Rodrigo Maia, cada um com 1%.
Todos são ruins de voto, porque a situação não está boa para a direita. Mas o mesmo DataFolha revela um dado antigo que ficou ainda mais assustador: vão crescer, e muito, a abstenção e os votos em branco e nulo.
Na simulação do DataFolha, o não-voto, que ficou em 32,5% nas eleições municipais e acabou determinando a eleição de gente como o gestor Despacito Júnior e similares, como João Farinata Doria, poderia chegar a 36%. Aí, adiós, democracia representativa como a conhecemos hoje.
(Mais adiante, vou escrever um texto a partir de um estudo de Bruno Carazza dos Santos, doutor em Direito, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, sobre esse fenômeno do não-voto. Parte relevante da classe média pode ter desistido da democracia como se apresenta hoje e vai radicalizar essa postura se Lula for impedido de concorrer.)

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