O JOGO DUPLO DA IMPRENSA GOLPISTA

O Tribunal Superior Eleitoral rebateu, um por um, os em questionamentos das Forças Armadas em relação ao processo eleitoral.

Mas é claro que o TSE não acabou com a afronta e as ameaças, até porque a imprensa ajuda a fomentar o que os generais e Bolsonaro apresentam como dúvidas e que são na verdade a sabotagem da eleição.

Os militares desconfiam das urnas, do sistema de apuração, da existência de salas secretas que contam os votos e da incapacidade do TSE de reagir a possíveis erros e fraudes.

O TSE respondeu ontem que o sistema é seguro. Mas os militares contam com o conluio de parte da imprensa para tentar seguir em frente e insinuar que há dúvidas sem reposta.

Uma dessas dúvidas é a que considera baixas as amostragens de urnas sujeitas ao teste de integridade nas eleições de 2022, ou seja, com a avaliação de determinado número aleatório de urnas que são avaliadas para saber se não podem ter falhas.

O teste das urnas ocorre em todas as eleições, para verificar se contabilizam corretamente os votos digitados. A Folha de São Paulo fez recentemente uma longa reportagem, a partir de pontos de vista de “especialistas”, segundo os quais a amostragem é baixa, ou seja, repetindo a queixa dos militares.

A reportagem da Folha foi manchete do jornal online, expondo com destaque uma “dúvida” que o TSE considera sem fundamento. Por que a Folha pautou a dúvida? Para fazer média com os militares.

O jornal certamente foi pautado por recados dos generais e saiu atrás dos especialistas que questionam a amostragem. É uma contribuição para a confusão e a sabotagem da urnas.

O que se espera, depois das respostas do TSE, em defesa da reputação de um sistema consagrado, do processo de votação até a apuração final, é que os democratas reforcem a luta pela preservação de uma estrutura que exige respeito.

O sistema defendido pelo TSE não pode estar sob o ataque permanente de golpistas. Mas Folha, Globo e Estadão são o trio que morde e assopra.

Os jornais fazem, como sempre fizeram, o jogo duplo de quem defende a eleição e, ao mesmo tempo, acolhe as teses dos militares.

Não há até agora nenhum editorial categórico, de nenhum dos três, defendendo a integridade do sistema. O jornalões ficam nos cantinhos, para não contrariar os generais.

A grande imprensa está na encruzilhada, pronta para ficar ao lado do golpe, como ficou em 64 e como ficou depois em 2016.

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ESCOLHA DIFÍCIL
Integrantes da elite empresarial que apoia a reeleição de Bolsonaro “excluem de seus cálculos a mistura de estagnação econômica, autoritarismo político, indigência administrativa, instabilidade institucional e degradação moral que é o governo Bolsonaro”.

Editorial do Estadão, que meia dúzia leu hoje. Vale ser comentado não pela relevância, porque um editorial do Estadão não vale um Power Point de Deltan Dallagnol, mas pelo cinismo.

Nunca esqueceremos o editorial de 2018 do Estadão sobre a “escolha difícil” entre Haddad e Bolsonaro.

Ainda falta um editorial com o seguinte título: Estadão admite que fez a escolha errada.

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OS DISCURSOS
O novo Gre-Nal da esquerda que a direita aprecia é este: o discurso de Alckmin foi melhor do que o discurso de Lula?
E a pergunta está sendo apresentada por alguns “analistas” como questão séria.

É uma comparação meio bobinha, bem colegial, de quem tenta parecer esperto como especialista em discursos.

As falas de Lula e Alckmin são complementares. Não há uma competição entre um e outro.

A comparação não serve pra nada. É conversa de bêbado destreinado pela clausura da pandemia.

É quase na mesma linha do Bolsonaro comparando a própria mulher com a mulher de Macron.

Daqui a pouco vão comparar Janja e dona Lu.

2 thoughts on “O JOGO DUPLO DA IMPRENSA GOLPISTA

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