O jornalismo de esquerda também tem lacradores moralistas

Já existe um ‘Caso Toffoli’, assim carimbado nas capas dos jornalões. O estagiário do Supremo sabe o que acontecerá. Parte da mídia alternativa ou independente ou progressista ou de esquerda já está embarcando na história do Caso Toffoli.

E vai usar todas as palavras de ordem impositivas que os jornalões usaram e abusaram no lavajatismo: é preciso isso, é dever aquilo, é obrigação, é inadiável, é inegociável. Porque parte das esquerdas também gosta de ser julgadora, justiceira e lacradora.

Mesmo o jornalismo antifascista também caiu na armadilha da lacração do novo lavajatismo. Lacram para não parecerem fora do tom. Lacram para avalizar que agora o caso se chama Toffoli e assim camuflar tudo o que o caso Master ainda esconde.

Se o caso agora se chama Toffoli, o que vier depois será decorrência do caso Toffoli e ficará em segundo plano. Não há, para dar um exemplo, um nome para o caso, já esquecido, das fintechs da Faria Lima acumpliciadas com o PCC.

O nome que ficou é o dado pela Polícia Federal, Operação Carbono Oculto, que não tem impacto e só o ChatGPT sabe o que significa. No caso do Master, para que a lacração seja melhorada e amplie seus alcances, vamos agora de Caso Toffoli.

Não há como escamotear em torno da situação do ministro, dos constrangimentos para o Supremo e dos custos decorrentes da sequência de fatos sobre o caso, incluindo a suspeita de grampo da reunião de quinta-feira do STF.

Mas não precisa sair lacrando como se todos fossem Malus Gaspares, a anunciadora do clichê das tempestades perfeitas. Precisamos saber, como Lula deseja, quem ainda não apareceu como parte não só da pirâmide, mas do esquema de lavagem de dinheiro do Master.

O plano prioritário declarado dos jornalões é o de usar o caso Master não para desvendar estruturas mafiosas de gente importante do poder financeiro e empresarial e das facções políticas, mas para emparedar o Supremo.

O que vai resultar disso é resposta para, talvez, depois da eleição. Quando direita e extrema direita nos dirão se, com Câmara e Senado hipertrofiados, poderão governar, mandar, cassar, impichar e desmandar, mesmo com Lula eleito.

É nesse ambiente que a esquerda imitadora da direita vai aperfeiçoando suas lacrações, para que não fique em desvantagem em todos os espaços a serem ocupados. E assim o jornalismo também se assemelha a grupos de tios do zap do olha aí, veja isso, não perde esse aqui, passa adiante o que der, bate, ferra, massacra.

Lacram e julgam sumariamente porque tentam buscar equivalências de tom e volume com as vozes das gritarias, ou não serão ouvidos. Lacram porque o lavajatismo contagiou amplos setores, não só da imprensa, e determinou que todos passem a gritar.

Lacram sem piedade até na condenação de Lula por ter aceito a homenagem de uma escola de samba. Já lacraram e agora se acalmaram um pouco na definição lacradora de Fernando Haddad como liberal.

O fascismo se diverte, porque a lacração moralista do prende e arrebenta é a ferramenta deles em busca da síntese rasa e grosseira que fideliza audiências e ainda transforma muita gente em ativistas lacradores.

O Caso Master, se for transformado em Caso Toffoli, estará fazendo a mesma caminhada da Lava-Jato na caçada a Lula. Ninguém queria pegar corruptos dos quais ninguém lembra o nome. (título)
A esquerda caiu na armadilha da lacração

Já existe um ‘Caso Toffoli’, assim carimbado nas capas dos jornalões. O estagiário do Supremo sabe o que acontecerá. Parte da mídia alternativa ou independente ou progressista ou de esquerda já está embarcando na história do Caso Toffoli.

E vai usar todas as palavras de ordem impositivas que os jornalões usaram e abusaram no lavajatismo: é preciso isso, é dever aquilo, é obrigação, é inadiável, é inegociável. Porque parte das esquerdas também gosta de ser julgadora, justiceira e lacradora.

Mesmo o jornalismo antifascista também caiu na armadilha da lacração do novo lavajatismo. Lacram para não parecerem fora do tom. Lacram para avalizar que agora o caso se chama Toffoli e assim camuflar tudo o que o caso Master ainda esconde.

Se o caso agora se chama Toffoli, o que vier depois será decorrência do caso Toffoli e ficará em segundo plano. Não há, para dar um exemplo, um nome para o caso, já esquecido, das fintechs da Faria Lima acumpliciadas com o PCC.

O nome que ficou é o dado pela Polícia Federal, Operação Carbono Oculto, que não tem impacto e só o ChatGPT sabe o que significa. No caso do Master, para que a lacração seja melhorada e amplie seus alcances, vamos agora de Caso Toffoli.

Não há como escamotear em torno da situação do ministro, dos constrangimentos para o Supremo e dos custos decorrentes da sequência de fatos sobre o caso, incluindo a suspeita de grampo da reunião de quinta-feira do STF.

Mas não precisa sair lacrando como se todos fossem Malus Gaspares, a anunciadora do clichê das tempestades perfeitas. Precisamos saber, como Lula deseja, quem ainda não apareceu como parte não só da pirâmide, mas do esquema de lavagem de dinheiro do Master.

O plano prioritário declarado dos jornalões é o de usar o caso Master não para desvendar estruturas mafiosas de gente importante do poder financeiro e empresarial e das facções políticas, mas para emparedar o Supremo.

O que vai resultar disso é resposta para, talvez, depois da eleição. Quando direita e extrema direita nos dirão se, com Câmara e Senado hipertrofiados, poderão governar, mandar, cassar, impichar e desmandar, mesmo com Lula eleito.

É nesse ambiente que a esquerda imitadora da direita vai aperfeiçoando suas lacrações, para que não fique em desvantagem em todos os espaços a serem ocupados. E assim o jornalismo também se assemelha a grupos de tios do zap do olha aí, veja isso, não perde esse aqui, passa adiante o que der, bate, ferra, massacra.

Lacram e julgam sumariamente porque tentam buscar equivalências de tom e volume com as vozes das gritarias, ou não serão ouvidos. Lacram porque o lavajatismo contagiou amplos setores, não só da imprensa, e determinou que todos passem a gritar.

Lacram sem piedade até na condenação de Lula por ter aceito a homenagem de uma escola de samba. Já lacraram e agora se acalmaram um pouco na definição lacradora de Fernando Haddad como liberal.

O fascismo se diverte, porque a lacração moralista do prende e arrebenta é a ferramenta deles em busca da síntese rasa e grosseira que fideliza audiências e ainda transforma muita gente em ativistas lacradores.

O Caso Master, se for transformado em Caso Toffoli, estará fazendo a mesma caminhada da Lava-Jato na caçada a Lula. Ninguém queria pegar corruptos dos quais ninguém lembra o nome.

Queriam pegar Lula. Como querem hoje ter como troféus as cabeças de ministros do Supremo, para que a Corte fique mais dócil e mais controlável por todos os que a Globo representa como incomodados por decisões do STF.

Queriam pegar Alexandre de Moraes, agora pegarão Dias Toffoli e mais adiante sairão atrás de Flávio Dino. Essa é a missão das corporações de mídia, que pautam sites e jornalistas de esquerda com informações e lacrações e orientam condutas lacradoras e justiceiras.

É o Carnaval dos blocos das lacrações. O autor desse texto irá se esforçar para não lacrar, mas não promete que será capaz.

Queriam pegar Lula. Como querem hoje ter como troféus as cabeças de ministros do Supremo, para que a Corte fique mais dócil e mais controlável por todos os que a Globo representa como incomodados por decisões do STF.

Queriam pegar Alexandre de Moraes, agora pegarão Dias Toffoli e mais adiante sairão atrás de Flávio Dino. Essa é a missão das corporações de mídia, que pautam sites e jornalistas de esquerda com informações e lacrações e orientam condutas lacradoras e justiceiras.

É o Carnaval dos blocos das lacrações. O autor desse texto irá se esforçar para não lacrar, mas não promete que será capaz.

6 thoughts on “O jornalismo de esquerda também tem lacradores moralistas

  1. O Fachin vai abrir inquérito para apurar se o Toffoli gravou ou não os ministros, e a culpa da crise no STF é da “lacração das esquerdas” kkkkkkkkkk

    Para o Moisés, o jornalismo de esquerda comete os mesmos erros dos jornalões, qual seja: dar notícias kkkkkkkkkkkk

    O Moisés vai acabar sendo chutado do DCM e do Brasil 247. Para ele, nenhum jornal pode dar notícia ruim kkkkkkkkkkk.

    Se o Moisés fosse ministro da Cultura numa ditadura de esquerda, os jornais só poderiam publicar notícias boas para o partido e poemas esquerdistas do grande artista (segundo o Moisés) Bad Bunny, como o que segue:

    VOU TE LeVAR PRA PORTO RICO
    VOY A LLeVARTE PA PR

    “Chama sua amiga se gostou da ideia, diz que hoje à noite vamos curtir
    Vamos aproveitar muito
    Aqui ninguém vai se casar, mas você vai querer ficar

    Ei, ei, aproveita, porque tô solteiro (ai), livre
    Olha pra mim de um jeito safado se quer que eu te pegue
    Vou te levar pra Porto Rico o fim de semana todo
    Depois de mim, você vai apagar o Tinder

    Tô livre, gata, tô livre
    Olha pra mim agora, especialista em sarrar
    Tô livre, gata, tô livre, ei, ei, ei

    Ei, ei, aproveita, porque tô solteiro (ai), livre
    Olha pra mim de um jeito safado se quer que eu te pegue
    Vou te levar pra Porto Rico o fim de semana todo
    Depois de mim, você vai apagar o Tinder

    Tô livre, gata, tô livre
    Olha pra mim agora, especialista em sarrar
    Tô livre, gata, tô livre, ei, ei, ei

    pronto pro caos, me diz se você topa
    Suas amigas e o grupo todo são bem gostosas
    Mas esse seu bumbum, uau, se destacava
    Saímos da balada e já era de manhã

    Óbvio que saí com a que eu queria, ei
    Viva a putaria
    Joga pra trás, pra trás, tan-tan, coisa linda, ei

    Me diz se você vai colar, eu tenho o esquema pra ilha
    Bem bêbados os três, amor, vou levar as duas comigo
    Ah, ah, quer me beijar, ha, eu que deixei ela louca

    Tira fotinhos agora
    Porque daqui a pouquinho vou bagunçar seu cabelo
    É-é-é-é-é”

  2. “Caso Toffoli” ? De onde o Moisés tirou isso ? A expressão que tá pegando e vai pegar mesmo é “TOFFOLÃO”. Até o senador mais sério e sisudo da República, o Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, já adotou o apelido. Vários veículos da mídia alternativa já estão usando. E quando cai na boca do povo, ninguém segura. Como ninguém segurou o MENSALÃO e o PETROLÃO,

  3. Se ficar provado que o Toffoli gravou a reunião reservada entre os 10 ministros do STF, que resultou na sua renúncia compulsória à relatoria do Escândalo Master (renúncia que, aliás, juridicamente nem existe, pois o magistrado ou se declara suspeito ou reconhece seu impedimento), o maior jurista da história de Marília vai para a guilhotina, que será instalada na Praça dos Três Poderes, para o delírio da patuleia. Toffoli será abandonado miseravelmente, e a hipótese de Alcolumbre se acertar com Lula, para emplacar Rodrigo Pacheco no Supremo, no lugar de Toffoli, ganha musculatura. Ademais, Alcolumbre promete facilitar a aprovação do Bessias para a vaga do Luís Roberto “Perdeu, Mané” Barroso”. A propósito, alguém sabe que fim levou o Barroso ? Estaria ainda em meditação nas montanhas do Nepal ou do Tibet ?

  4. Moisés, eu vou colocar aqui mais um poema do grande artista Bad Bunny. O nome da música é “EOOO”, do último álbum político dele (“Tinha que tirar mais fotos”)

    “Na balada, gata (eu te como, gata)
    Ei (tra-tra, gata), ei (tra-tra, gata)
    Eu chupo ela e ela fica alegrinha
    Ela tá curtindo e já passou dos 30
    Depois da meia-noite, ela para de contar
    Não liga pra ela na balada se não quiser que ela minta
    Cê tá ouvindo o número um em vendas
    Por isso ninguém mexe com a gente
    Me sinto como um chefão dos anos 90
    Ele tá duro, vem cá pra você sentir”

    1. O Moisés nunca ouviu o tal de BÉDI BANI e escreveu no Extra e no DCM que ele é um artista político kkkkkkkkkkk

      O tal de BÉDI BANI só escreve sobre sexo oral, anal, balada e cocaína e o Moisés, sem nunca ter ouvido, conclui que o cara é revolcionário de esquerda kkkkkkkkk

      Meu Deus! Meu Deus! Kkkkkkk

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