O JORNALISMO

A homenagem da revista Time a vários jornalistas escolhidos como Personalidade do Ano pode ajudar a revigorar uma atividade em crise como negócio no mundo todo e em crise moral no Brasil.

Jornais e revistas e o jornalismo de TV e rádio estão sendo desafiados a superar os impasses das mudanças tecnológicas, do modo de captar e disseminar informações, quando todo mundo produz ‘notícias’, inclusive os Bolsonaros.

No Brasil, o jornalismo ainda tem de superar o acovardamento provocado pelo avanço da direita. Os jornais foram cúmplices do golpe e se renderam ao mando da extrema direita.

Mas as redações ainda tentam resistir à imposição dos donos e dos altos comandos. As redações são progressistas, humanistas, libertárias. As redações quase sempre vencem.

E o jornalismo de fora das grandes empresas saberá se reinventar e sobreviver ao drama da competição em que todos podem ser fotógrafo e/ou repórter e emitir palpites sobre qualquer coisa em qualquer circunstância e em qualquer meio.

Os donos da imprensa, em crise de consciência desde a ascensão do bolsonarismo, sabem que somente a resistência ao fascismo poderá salvar seus negócios. As redações sempre souberam.

Libertem os repórteres. Resgatem a pluralidade de opiniões que sempre marcou, com graduações variadas, a grande imprensa no Brasil.

E que as esquerdas (sim, as esquerdas), com o suporte de setores econômico e político capazes de bancar projetos nessa área, decidam finalmente fazer jornalismo. Mas jornalismo mesmo, e não guerrilha de WhatsApp e Twitter.

O jornalismo não pode estar, com as exceções que merecem aplausos, sob o controle absoluto da direita.

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