O LÍDER CLOROQUINISTA POUPADO

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) fez, no dia da votação do relatório da CPI, o que já estava previsto até pelo presidente Omar Aziz, ao pedir o indiciamento do colega Luiz Carlos Heinze.

O senador bolsonarista foi incluído na lista, na última hora, porque passou toda a CPI defendendo de forma categórica e acintosa o uso da cloroquina, sempre com notícias falsas.

Heinze espalhou fake news na CPI que combatia as fake news e que no fim pediu o enquadramento dos propagadores do remédio milagroso como criminosos.

Todos os que de alguma forma contribuíram para fazer propaganda da cloroquina e induzir as pessoas ao erro foram denunciados pela CPI.

Mas, no fim, depois de já citado, Heinze se salvou. Seu nome foi retirado, por pressão de Rodrigo Pacheco e da extrema direita.

Os que permanecem, na lista, acusados do mesmo crime, como o véio da Havan e tantos outros, podem se perguntar: o que Heinze tem que eles não têm para ser poupado pelos colegas.

Talvez tenha exatamente essa virtude: é um colega. No fim, a CPI poupou um deles, o homem do Rancho Queimado, sem qualquer explicação convincente, e prevaleceu o que se chamava de espírito de corpo.

As fake news de Heinze são mais poderosas do que as de outros denunciados, não porque ele seja mais convincente, mas porque é senador.

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OS MILITARES
Nem nas tentativas de enquadramento de criminosos da ditadura foram citados tantos generais e coronéis num mesmo caso. Foi o que aconteceu agora na CPI do Genocídio.

São dois generais, Braga Netto e Eduardo Pazuello, e quatro coronéis cujos indiciamentos são solicitados pela comissão.

Todos envolvidos com a indução ao uso de cloroquina e/ou omissões na pandemia e com participação nas facções que tentavam vender vacinas.
Eis a lista, em resumo apresentado pela Folha:

– Eduardo Pazuello, general, ex-ministro da Saúde. Comandou a pasta durante o pior momento da pandemia. Sua gestão ignorou ofertas de venda de vacinas da Pfizer. Contra ele também pesa a acusação de omissão do governo federal no enfrentamento ao colapso do sistema de saúde no Amazonas.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: emprego irregular de verbas públicas; prevaricação; comunicação falsa de crime e crimes contra a humanidade.

– Walter Braga Netto, general, ministro da Defesa e ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro. Foi o primeiro chefe do comitê de combate à pandemia, quando os militares afastaram Luiz Henrique Mandetta, para fazer valer o poder da turma do negacionismo. Sugestão de indiciamento sob acusação de: epidemia com resultado morte

– Élcio Franco, coronel. Ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, era braço direito de Pazuello durante a gestão da pandemia. Atualmente é assessor especial da Casa Civil. Sugestão de indiciamento sob acusação de: epidemia com resultado morte e improbidade administrativa.

– Alex Lial Marinho, coronel e ex-coordenador de logística do ministério. Sugestão de indiciamento sob acusação de: advocacia administrativa

– Marcelo Bento Pires, coronel. Teria feito pressão em favor da Covaxin. Sugestão de indiciamento sob acusação de: advocacia administrativa.

– Hélcio Bruno, coronel. Teria intermediado a negociação de vacinas Sugestão de indiciamento sob acusação de incitação ao crime.

3 thoughts on “O LÍDER CLOROQUINISTA POUPADO

  1. Conforme o delegado alessandro nao se gasta vela boa para defunto que nao PRESTA.Motivo pelo qual reconsiderou o pedido de indiciamento do senador!

  2. O pior ainda está por vir. Este sujeito ainda acaba reeleito pela massa para a qual distribuiu o tal kit-covid.

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