O mistério do roubo tucano

O engenheiro Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras e delator da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, depõe na CPI da Petrobras na Câmara dos Deputados (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Os dois grandes delatores dos últimos movimentos da Lava-Jato são oriundos do ninho tucano. Delcídio do Amaral, que foi diretor da Petrobras no governo FH, e Sérgio Machado, ex-senador pelo PSDB de Pernambuco.

Eles conhecem as origens de todo o rolo. Mas por que nenhum deles e nenhum dos delatores esclarece qual era o papel de Pedro Barusco desde 1997, quando o gerentinho começa a roubar.

Porque, se todos sabiam como funcionava o esquema desde o começo, ninguém diz para quem Barusco roubava? Como Barusco conseguiu roubar US$ 97 milhões? Nem Cunha conseguiu isso, nem Renan Calheiros, ninguém roubou o que Barusco levou para a Suíça.

E para quem trabalhava Barusco no governo Fernando Henrique? Um dia alguém terá de contar, ou será que o padrinho de Barusco era tão poderoso, a ponto de ninguém mexer com o mistério do ladrão avulso?

Por que mexem com Sarney, com Lula, com Renan, com Michel Temer e não mexem com Pedro Barusco? Qual é o segredo de Pedro Barusco, que desfruta da boa vida em Angra com uma tornozeleira?

Por que a PF, o MP e Sérgio Moro não tiraram nada de Barusco, além da confissão de que roubava e tinha guardado o dinheiro na Suíça?

Quem acredita que Barusco era o dono de US$ 97 milhões? O dinheiro que Barusco juntou daria para cobrir mais da metade dos custos da nova ponte do Guaíba.

 

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