O NOVO MINISTRO E AS ESCOLHAS

Tem muita gente impressionada com a declaração feita pelo novo ministro Nelson Teich, no ano passado, sobre as escolhas da medicina.

Teich defende que, ao fazer escolhas, por falta de recursos, a área da saúde deve, entre tratar de um idoso e cuidar de um jovem, optar pelo jovem.

Ele só não esclarece se está falando de saúde pública ou de medicina empresarial.

O raciocínio do agora ministro tem mais ‘validade’ para outra situação típica do momento que vivemos. Entre duas pessoas com necessidades urgentes, um jovem é o escolhido e um idoso vai, se conseguir, para os cuidados paliativos.

É assim e será cada vez mais na pandemia. Claro que devem existir exceções. É cruel, mas são os protocolos de tempos de escassez, nem sempre admitidos.

Entre um velhinho que se cuidou e foi infectado, e um garotão que andou por aí e também adoeceu, vão salvar o garotão, sem saber ou querer saber o que os dois fizeram ou deixaram de fazer.

Nelson Teich é frio o suficiente para gravar um vídeo com sua posição, que é a da maioria e eticamente sustentável.

(Há muitos anos, talvez mais de 20, Elio Gaspari escreveu na Veja uma reportagem porrada sobre escolhas na medicina em torno de quem iria viver ou morrer. Devem ser, com outros recursos, as mesmas escolhas de hoje.)

One thought on “O NOVO MINISTRO E AS ESCOLHAS

  1. Desculpa, senhor Moisés, mas qual “escassez”?

    O Banco Central tem 4 TRILHÕES de Reais em boca de caixa para “ajudar” bancos, sem autorização do contribuinte.

    Isso e muito mais vem sendo denunciado há anos pela ex auditora da Receita Federal, a sra. Maria Lúcia Fattorelli. Tudo que ela previu que ia acontecer, está acontecendo e acontecerá mais. Esse governo quer que sejamos capacho dos EUA. Colônia.

    Esses é um dos motivos PELO qual eu disse que esquerda e direita são braços de um mesmo corpo, porque passaram um monte de MPs, projetos de leis, etc., nos últimos anos, preparando o caminho para o neoliberalismo que está sendo implantado hoje e de certa forma começou com Collor que foi quem deu início as privatizações.

    4 trilhões salvaria a vida de dois Brasis ou mais e 1 mísero TRILHÃO também, portanto a ideia de que se deve escolher entre um ou outro é 100% falsa. A política é tão eugenista quanto descaradamente genocida e a esquerda é conivente com tudo isso.

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