O país sob a ameaça de uma família
O Brasil esparrama pelo tronco e pelos galhos da sua jabuticabeira política os frutos de uma situação única no mundo em qualquer tempo. No cenário perfeito imaginado pela extrema direita, os Bolsonaros elegeriam um filho do clã como presidente da República.
A mulher do chefe da família seria eleita senadora por Brasília. Outro filho se transformaria em senador por Santa Catarina e o filho caçula seria deputado federal pelo mesmo Estado.
Com esse combo, um filho que fugiu para os Estados Unidos retornaria ao Brasil. E o chefão presidiário, que cumpre pena em casa, seria anistiado por uma maioria avassaladora da velha direita e do novo fascismo no Congresso.
Não há nada parecido na história dos povos em momento algum, em lugar algum, em democracias, mas só, em outras circunstâncias, em períodos de domínio absoluto de tiranos. Nunca uma família teve tantos tentáculos de poder em tantas instâncias, com a legitimidade do voto.
O consolo é que temos até o momento, como fatos antecipadamente garantidos para os Bolsonaros, apenas a eleição de Michelle e a possível consagração de Jair Renan como deputado federal por Santa Catarina. O resto é incógnita.
Flávio pode perder e ficar sem mandato. Carluxo corre o risco de ser derrotado pela reação catarinense à imposição do seu nome pelo pai. Eduardo sabe que poderá ser condenado a ficar para sempre nos Estados Unidos. E Bolsonaro talvez volte para a cadeia. Tudo isso se a maior parte do plano não der certo em outubro.
O que temos é que o Brasil está de novo sob a ameaça dos Bolsonaros, com uma certeza em meio a tantas dúvidas: o retorno da família ao poder significará para pelo menos metade da população o que o segundo mandato de Trump significou para os Estados Unidos e para o mundo.
Todos os cenários imaginados por quem se dedica a vislumbrar futuros sombrios serão incapazes de antecipar o que poderemos enfrentar com a confirmação dos planos da família.
Estamos diante das incertezas de 2019 a 2022, mas desta vez com a perspectiva de multiplicação de perseguições, crueldades, ódios e violências em relação ao mandato do criminoso agora preso em casa.
A pergunta mais elementar, entre tantas, que todos poderiam fazer é: como o Brasil irá reagir ao poder da família, se eles conseguirem legitimar, com velhos e novos truques da política, o controle absoluto das vidas dos que hoje trabalham contra a concretização desse futuro aterrorizante.
Os Bolsonaro são um caso único em que, pela retórica da negação da política e do ‘sistema’, uma família se apropria de todos os espaços da política, mamando no sistema e pregando a sabotagem desse mesmo sistema.
A democracia nunca se preparou para nada parecido. E talvez não saiba como reagir à aposta que está sendo feita pelo pai, pelos filhos, pela madrasta e pelos que os cercam. A família se dedica com afinco ao projeto de voltar ao poder depois de perder uma eleição e de um golpe fracassado.
Os Bolsonaros são um casal e os quatro filhos com poder suficiente para atormentar, com o país dividido ao meio, mais de 107 milhões de pessoas que temem o que eles podem fazer.
A outra metade aposta que eles poderão fazer muito mais do que já fizeram. A persistência da família, já sem suporte de uma estrutura militar esfacelada, é uma virtude que o fascismo esfrega na cara das esquerdas.
Daqui a sete meses teremos que decidir sobre o que será preciso fazer, do que está sendo pensado por cada um de nós, não para resistir, mas para que num primeiro momento continuemos vivendo.

Essa é a “democracia” do Moisés Mendes. Só vale se um cara que disputa eleições presidenciais desde 1989, um DEMAGOGO BARATO, de quinta categoria, hoje um octogenário com claros sintomas de demência senil, GANHAR. De resto, qualquer um que desafiar a DINASTIA Lula da Silva é uma ameaça à democracia. O Moisés é um decomcrata de ARAQUE. Um democrata que não aceita o resultado das urnas, se a vitória não for de Lula e de seu partido analógico, autoritário, hegemônico, enferrujado, e protagonista de três dos maiores ESCÂNDALOS de CORRUPÇÃO da História do Brasil. Aí vale.
Moisés: Daqui a sete meses teremos que decidir sobre o que será preciso fazer.
Janja: Verdade, companheiro.
Moisés: do que está sendo pensado por cada um de nós.
Janja: Estou pensando em um apartamento à beira mar…
Moisés: não para resistir.
Janja: Não, claro que não, é só para descansar mesmo…
Moisés: mas para que num primeiro momento continuemos vivendo.
Janja: Uhh! Imagine que luxo descer do elevador e já pisar na areia! Em Pleno Rio de Janeiro! Isso é que é viver, não é, companheiro Moisés?! Isso é que é vida!
A família Bolsonaro tem de ser eliminada da política Brasileira. É um câncer a ser extirpado.
Parabéns, Moisés Mendes, por mais um excelente artigo! Neste, de forma clara e precisa, expressas todos os sonhos de uns e todos os pesadelos de outros, qualquer que seja o candidato de preferência dos eleitores.
E Nandinho, outra vez com um ‘texto bem malandrinho’, não é mesmo? Ao se fazer de desentendido, acusa o blogueiro de ter um conceito próprio de democracia, que deixaria a fadrília de fora de qualquer disputa pelo voto. Sabes bem que nada disso pode ser textual e honestamente lido e interpretado no artigo de Moisés Mendes. É explicável, já que confundir, enganar, mentir é o o que sempre restou à extrema direita.
Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva sempre se comportou de maneira democrática e jamais questionou ou tentou interferir nos resultados das urnas, não se pode dizer o mesmo desse bando de imprestáveis que só chegou ao poder beneficiado pela interferência de um juiz que, ao contribuir para o golpe em Dilma e prender Lula injustamente, ‘por ato de ofício indeterminado’, conforme consta no texto condenatório, impediu a candidatura do favorito nas eleições de 2018.
Também sabes muito bem, Nandinho, que uma vez no comando, a fadrília governou para os ricos e jamais deu pelota para os pobres. Em seu mandato, o genocida golpista e defensor de torturas fez da nossa fragilíssima democracia um sistema oligárquico bem nos moldes daquilo que hoje fazem Milei e Trump na Argentina e nos EUA. Aliás, não à toa, teu líder foi até hoje o único presidente após o fim da ditadura que ao terminar o mandato não se reelegeu.
Além do genocídio de mais da metade das vítimas durante a pandemia, das facilitações ao armamento de facções e milícias e ao assalto aos aposentados e à criação do Banco Master, dos planos de golpe e de assassinato de Lula, de seu vice e de um membro do STF, do ‘liberou geral’ para os latifundiários, dos próprios ataques e de outros atos de governo que estimularam o extermínio de povos originários, de negros, nordestinos, mulheres, LGBTQIA e jornalistas, da criação do orçamento secreto, dos desvios de joias, rachadinhas e compras de mansões com dinheiro vivo, dos passeios de moto e de jet ski, te pergunto, Nandinho: quais foram os grandes feitos e projetos do pai agora presidiário, do filho 01, o ungido para candidatar-se à presidência, do 02, que criou a figura do VAD, o vereador que exerce o mandato à distância, do 03, que copiou o irmão e quis criar a figura do DAD, o deputado à distância, dessa vez transcontinental.
Você, Nandinho, de São Paulo, aponte quais foram os ganhos dos paulistas. Indo mais longe para ter mais opções, quais os benefícios para os mineiros, para os baianos, aos paranaenses, aos moradores do Rio Grande do Sul e do Norte, do Amazonas, do Rio de Janeiro, de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul, de Goiás? Daquilo que você chama de ‘Bostil’? Diga o quanto a fadrília contribuiu para mudar para melhor esse cenário. Porque nós, cada um de nós que não é movido pelo ódio, ficamos sabendo por bem e por mal o quanto ela colaborou para acabar com a autoestima dos brasileiros e deteriorar a imagem do país internamente e no exterior.
E tu, és mais espertinho ainda, hein, Guinho? Para despistar que deixaste teu antipetismo e antilulismo de lado e que vais de fato votar no ‘velhote senil, pau de arara, cachaceiro, ex-presidiário (com muito orgulho) e semianalfabeto’ porque, com tens justificado, Flávio Rachadinha e Vendilhão Bolsonaro, se eleito, certamente fará novas reformas previdenciária e trabalhista, marotamente simulou esse bate-papo entre o Moisés e a Janja como se fosse mais um de teus ataques aos caprichos da companheira do presidente. Quando, de verdade, com essa história de Janja descer do elevador e já pôr os pés na areia da praia, querias, disfarçadamente, atacar o senador, agora ungido pelo pai genocida, golpista e defensor de torturas, que teve como um dos grandes destaques de seu mandato a relatoria e a defesa intransigente da PEC 03/2022, mais conhecida como a ‘PEC da privatização das praias’, não é mesmo? Que baita sacada, Guinho!
Correção: (…) porque, como tens justificado (…) e não “… com tens justificado…’.