O poeta sírio

sírio

Daria um bom debate, se não desse muita gritaria, essa história do poeta sírio que esteve na FLIP, em Paraty.

Li meia dúzia de reportagens para ver se todas tinham o mesmo tom. E tinham.

Abud Said foi xingado de babaca e ouviu vaias do público porque não quis falar sobre política e o Estado Islâmico.

E ainda – como conta o Carlos André – criticou entidades ligadas aos direitos humanos, que não saberiam nada do que se passa no seu país.

O poeta é jovem e mora na Alemanha. Claro que fugiu do horror da guerra civil, mas não sei direito se seria um perseguido.

Fugiu do debate, imagino,  porque teme represálias do Estado Islâmico – ou por que simpatiza com o terrorismo? Parece que não é o caso.

Mas, enfim, o que importa é: nós aqui, sentadinhos, quietinhos, resignados  com o golpe da turma do Michel, temos o direito de cobrar posições valentes de um sírio exilado na Europa?

Meu palpite é que aí está o bom debate. Quantos golpistas encabulados devem ter atacado o sírio por considerá-lo alienado, omisso ou covarde.

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